Pular para o conteúdo principal

Vamos fazer farra em Porto Seguro! A possível Capital Federal no "Dia do Descobrimento"

Não sei se essa proposta é por causa da bendita "imagem construída" de que o baiano é um povo festeiro ou se é uma proposta que vai beneficiar a Porto Seguro com todo o foco e repercussão que isso irá causar com a transferência da Capital Federal à cidade baiana ou se é pura e simplesmente simbologia e história.

O certo é que muita gente irá ganhar, financeiramente se a Câmara dos Deputados e todos mais aprovarem o Projeto de Lei 1554/11, do deputado Jânio Natal (PRP-BA), que prevê que a sede do governo federal será transferida, apenas no dia 22 de abril, para a cidade de Porto Seguro, na Bahia e que tem como objetivo simbolólico, a homenagem a cidade onde “aportaram as naus portuguesas comandadas por Pedro Álvares Cabral”. 

O dia 22 de abril é atualmente, uma data comemorativa que marca o Dia do Descobrimento do Brasil, aliás um descobrimento que nunca existiu pois a coroa portuguesa já sabia da existência das nossas terras bem antes dessa bendita data, fato que pode ser explicado, simplesmente com a exigência da Coroa Portuguesa na ampliação dos limites do Tratado de Tordesilhas (Aquele que "Deus" dividiu o mundo para Portugal e Espanha). Sendo assim, este dia está muito mais para Dia da Posse, do que para Descobrimento ou Achamento, ou outro conceito qualquer que queiram dar. Vale ressaltar somente, que esse tipo de história ultrapassada e elitista deveria ser revisado urgentemente pelos nossos deputados. 

Que Porto Seguro merece, nós sabemos disso!! E como merecem, principalmente, àquele povo sofrido que mora lá. Os que não merecem são os políticos que aproveitaram o dia para tomar um belo banho de sol nas belíssimas praias com altos padrões de riqueza, luxo e fidalguia... Inclusive, aproveitaram para fazer algum tipo de Turismo promíscuo e importado, trocaram seus dólares que estarão nas sungas e não em cuecas, bancados pela massa cinzenta do povo brasileiro que todos os dias choram no pé do caboclo e riem... Vai entender esse povo!?!?!

Comemorar o Dia do Descobrimento pra quê? Porque não comemorar o Dois de Julho, fazer com que este chegue aos livros escolares da maneira correta, elevar o brio dos nordestinos, povo sofrido e lutador na história nacional. Será que os deputados baianos conseguem fazer essa proeza?

Acredito que não. Pois se for para festejar, o baiano tem classe e para isso tudo é possível (Dinheiro para fazer festa tem, o que não é dinheiro para Saúde e Educação), mas se for para mostrar a realidade histórica, o baiano é preguiçoso e descarado. Fica difícil até a aprovação de qualquer  projeto desse tipo, pois os historiadores sulista iam bater de frente e tentar derrubar tudo o que os nordestinos desejam, que é modificar quase tudo o que é ensinado na História Nacional, ou melhor, na História Sulista do Brasil.

Fonte: Blog do Zevaldo Sousa (www.zevaldoemaragogipe.com)
A cópia total ou parcial é permitida mediante citação com link 

Comentários

Top 5 da Semana

Fotos antigas de São Félix, no Recôncavo da Bahia

Desde as primeiras décadas de sua existência a fotografia já mostrava o seu imenso potencial de uso. A produção fotográfica de unidades avulsas, de álbuns ou de coletâneas impressas abrangia um espectro ilimitado de atividades, especialmente urbanas, e que davam a medida da capacidade da fotografia em documentar eventos de natureza social ou individual, em instrumentalizar as áreas científicas, carentes de meios de acesso a fenômenos fora do alcance direto dos sentidos, as áreas administrativas, ávidas por otimizar funções organizativas e coercitivas, ou ainda em possibilitar a reprodução e divulgação maciça de qualquer tipologia de objetos. (leia mais em Fotografia e História: ensaio bibliográfico ) Neste sentido, a disponibilização de imagens fotográficas para o público leitor deste blog, é uma máxima que nós desejamos, pois a imagem revela muitos segredos.  Para ver mais fotografias: VISITE NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK Enchente em São Félix - cedido por Fabrício Gentil Navio da...

Um pouco da História da Filarmônica "Dois de Julho"

Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Professor de História - Formado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Data de Publicação: 07 de setembro de 2010 Uma das principais filarmônicas da cidade, a “Filarmônica Dois de Julho” é fruto do desejo de músicos instrumentistas das antigas filarmônicas e recreativas que existiam nesta cidade, antes da sua fundação em 7 de setembro de 1886. A “Mnemósine” foi a primeira filarmônica existente no município, mas não durou muito, extinguindo-se em menos de uma década. Desta surgiram três instituições: Como os seus músicos eram dignos de assim serem chamados, fundaram a “Filarmônica Terpsícore Popular”, a “Sociedade Musical Euterpe” e em 1886, a “Recreativa 2 de Julho”, esta última somente com o propósito de ensinar danças à juventude. Todavia, os associados da “Sociedade Musical Euterpe” entraram em divergências por motivos não encontrados nos documentos, dissolvendo-se, muito mais rápido do que a sua entidade materna, a ...

Uma Breve História de Maragojipe, por Osvaldo Sá

Obs.: Este blog é adepto da grafia Maragogipe com o grafema G, mas neste texto, preservamos o uso da escrita de Maragojipe com o grafema J defendida pelo autor. Uma Breve História de Maragojipe Por Osvaldo Sá A origem do município de Maragojipe, como a de tantos outros municípios do Recôncavo Baiano, remonta ao período do Brasil Colonial, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Conta a tradição popular que a origem do município deveu-se à existência de uma tribo indígena denominada “Marag-gyp”, que se estabeleceu em meados do século XVI às margens do Rio Paraguaçu. Destemidos e inteligentes, mas adversos à vida nômade, esses indígenas dedicavam-se ao cultivo do solo, à pesca e a caça de subsistência, manejando com maestria o arco e flecha e também o tarayra (espécie de machado pesado feito de pau-ferro), com o qual eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo. Osvaldo Sá, 1952 - Aos 44 ano Segundo a tradição da tribo, os mais velhos contavam que suas pri...

Exercícios de História Antiga: Roma (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores e estudantes buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi postar neste espaço alguns exercícios retirados de provas de vestibulares. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cabe ao professor ter o conhecimento da realidade da turma que leciona. Veja também: Exercícios de História Antiga: Grécia (Ensino Médio) Exercícios de História Moderna: Grandes Navegações (Ensino Médio) Exercícios de História da América Portuguesa e Espanhola (Ensino Médio) Questões DE ENEM e Vestibular 01. (UFAM – 2009) Tal como a história dos gregos, também a dos romanos começou pelo desenvolvimento de instituições políticas assentadas na cidade e elaboradas em benefício de uma comunidade de homens livres – os cidadãos – proprietários de terras e que reivindicavam a descendência direta dos fundadores de sua pátria. Em ambos os casos, estes cida...

Fichamento de Texto: Definição do Fenômeno Religioso e da Religião, Émile Durkheim

Por Zevaldo Sousa No livro "Definição do Fenômeno Religioso e da Religião" escrito por Émile Durkheim, o autor tem por objetivo “ saber qual a religião mais primitiva e a mais simples ” (p. 3), para isso ele busca definir, o que convém entender por religião, para não sairmos por aí chamando de religião qualquer “ sistema de idéias e práticas que nada teria de religioso, ou deixar de lado fatos religiosos sem perceber sua verdadeira natureza ” (p. 3). Para isso, devemos ter cuidado ao procurarmos definir uma religião como a primeira e também devemos ter cuidado ao definir um sistema de idéias como religioso, a saber, é imprescindível e aceitável que podemos apontar um número de sinais exteriores, que permita estar reconhecendo os fenômenos religiosos onde quer que se encontrem, e impedindo que os confundamos com outros, na verdade é que os seres humanos foram obrigados a criar a noção do que é religião e religioso, mesmo que não acreditemos em alguma religião, nós pre...