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Mostrando postagens com o rótulo Cachoeira

Maragogipe: MPF/BA realiza audiência pública sobre impactos ambientais da Usina de Pedra do Cavalo

Debater os impactos socioambientais da operação da Usina Hidroelétrica de Pedra do Cavalo, bem como as medidas necessárias para minimizar tais impactos. Esta é a intenção do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), que realizará, em 8 de junho, a partir das 9h, audiência pública no Mercado Municipal Alexandre Alves Peixoto, conhecido como Mercado do Cajá, em Maragogipe (BA). A usina, operada pelo Grupo Votorantim, está localizada na área de proteção ambiental da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, nos municípios baianos de Cachoeira e São Félix. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela reserva, o empreendimento está em atividade, mas encontra-se com a licença de operação vencida desde fevereiro de 2009. O procedimento de licenciamento depende de aval do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) – órgão estadual – que, por sua vez, em função da existência da reserva na região, precisa de liberação d...

Parceria Votorantim pela Educação retoma atividades em Maragogipe, São Félix, Cachoeira e Governador Mangabeira

O programa Parceria Votorantim pela Educação (PVE) - iniciativa da Votorantim Energia, com o apoio do Instituto Votorantim - começou em maio o primeiro ciclo de atividades do ano em Cachoeira, Governador Mangabeira, Maragogipe e São Félix. O PVE contribui para a melhoria da educação pública nos municípios onde a Votorantim atua, por meio da mobilização social das comunidades e do apoio à qualificação das práticas de gestão educacional municipais. A pactuação de compromissos entre a Votorantim e o governo municipal aconteceu em São Paulo, com a presença de 53 secretários de Educação e mobilizadores do programa, inclusive de Cachoeira, Governador Mangabeira, Maragogipe e São Félix. Estiveram no evento representantes de todo o Brasil que receberão o PVE, que atua junto a diretores, coordenadores pedagógicos e secretarias de educação. O próximo passo é identificar e engajar pessoas e instituições-chave, como Organizações Não-Governamentais (ONGs), pais, alunos, empresas, ...

Pequeno Histórico do Distrito de Guapira (Ex-Caveiras), em Maragogipe

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Coordenadas: 12°44'7.59"S/ 39° 4'41.01"O Povoados: Oitizero; Palmar/São Roque do Cumbe; Palmar de Cima; Batatan de Baixo (Serraria 2). Divisas : O distrito de Guapira faz divisa com os distritos de Coqueiros (Norte), Maragogipe (Leste), Guaí (Sul), e com os municípios de São Felipe (Oeste) e Cruz das Almas (Norte). Histórico : Dos pouquíssimos documentos encontrados sobre o distrito de Guapira, alguns trazem uma característica particular. Esse distrito sempre teve sua economia voltada para produtos de primeira necessidade (Inhame, Mandioca, Amendoim, Milho, Frutas, Verduras e Hortaliças) e seus derivados. O distrito foi criado após o desmembramento de São Felipe que desde 1725 era distrito de Maragogipe. Numa época em que a principal rota comercial terrestre era a estrada que passava pelo futuro distrito de Guapira ligando as terras...

A história da Suerdieck, Epopéia do Gigante, por Ubaldo Marques Porto Filho

Discurso de Ubaldo Marques Porto Filho na Câmara - Maragogipe e a Suerdieck A Suerdieck não parou mais de crescer. Foi então idealizado um novo prédio, edificado em 1920, pelo engenheiro Emílio Odebrecht, pioneiro das construções de cimento armado na Bahia. A interligação da fábrica nova com a antiga, separadas pela Rua das Flores, fez-se através de uma passarela de concreto, uma novidade em Maragogipe. Mas essa novidade custou muito caro ao prefeito Elpídio da Paz Guerreiro, que sofreu uma campanha popular muito forte, por ter permitido a construção da “ponte da Suerdieck”, como o povo passou a chamar a passarela. É que o povo da zona rural acreditava numa crendice popular que assegurava dar azar a quem passasse por baixo de pontes. E durante muitos anos, os produtores que traziam produtos de suas roças, para vender na feira livre semanal, fizeram um longo rodeamento para evitar a “ponte da Suerdieck”. Em 1928, a Vieira de Mello & Companhia, primeira fab...

Livro "Suerdieck, Epopeia do Gigante" reconstituiu a história de um império charuteiro

No livro ‘Suerdieck, Epopeia do Gigante’, Ubaldo Marques Porto Filho reconstituiu a história de um império charuteiro, que chegou a ter 16 empresas, sendo quatro na Europa. Com três fábricas de charutos no Recôncavo Baiano (Maragogipe, Cruz das Almas e Cachoeira), foi a maior produtora de charutos brasileiros em todos os tempos e teve um período que manteve a liderança na produção mundial de charutos totalmente artesanais. A epopeia da Suerdieck começou em 1892, como exportadora de fumos sediada em Cruz das Almas, onde também findou as atividades, em dezembro de 1999. A saga durou 107 anos, sendo 94 dedicados aos charutos que ficaram conhecidos nos quatro cantos do mundo. Para reconstituir a longa trajetória, Ubaldo pesquisou centenas de documentos e entrevistou dezenas de pessoas que participaram da etapa final do antigo império. Ele próprio foi testemunha dessa fase, pois trabalhou na Suerdieck de 1965 até 1969. O livro, com 400 páginas no formato grande (18,5x25,5), ...

UFRB inaugura o Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani

A solenidade de inauguração do Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMDOC) foi realizada nesta terça-feira (25), no Centro de Arte Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), local onde está abrigado o acervo. O evento reuniu no auditório do CAHL representantes da família Mariani, do governo estadual e da UFRB. Doado à universidade em fevereiro de 2012, o acervo tem como objetivos reunir, organizar, catalogar, preservar, e divulgar material bibliográfico e documental que contribua para o conhecimento, reflexão e divulgação da história e da cultura baiana. Atualmente, o acervo conta com mais de 30 mil itens, entre livros, folhetos, periódicos, dissertações, teses acadêmicas, manuscritos e fotografias. Para Maria Clara Mariani, filha de Clemente Mariani, trata-se mais do que uma coleção de livros sobre a Bahia: "ao redor do acervo se desenvolveram várias atividades como seminários, debates e cursos de histografia que tiveram grand...

Sala de Pesquisa do Arquivo Público Municipal recebe o nome do historiador baiano Ubiratan Castro

Por Alzira Costa A Sala de Pesquisa do Arquivo Público Municipal de Cachoeira, que será aberta ao público nesta quarta-feira, dia 13 de março, data do aniversário da cidade histórica, terá o nome do professor e historiador Ubiratan Casto, ex-diretor da Fundação Pedro Calmon, ligada à Fundação Cultural do Estado da Bahia(Funceb). O prefeito de Cachoeira, Carlos Pereira, decidiu prestar a homenagem póstuma ao professor Ubiratan Castro, pela dedicação deste em vida à luta pela preservação da memória do povo da Bahia. Meses antes do seu falecimento, o historiador esteve em Cachoeira para articular uma parceria da prefeitura e a Fundação Pedro Calmon com a finalidade de implantar na cidade um memorial da cultura afrobrasileira. “Nada mais justo do que prestar essa homenagem ao professor, dando o seu nome à Sala de Pesquisa do Arquivo Público de Cachoeira, considerado um dos mais importantes do Brasil”, disse Carlos Pereira. Nascido em Salvador, em 22 de dezembro de 1948, Profe...

Arquivo Municipal de Cachoeira será reaberto para pesquisadores

O Arquivo Público Municipal de Cachoeira será reaberto para pesquisadores, depois de quatro anos fechado. A Secretaria de Cultura e Turismo do Município, responsável pela gestão do arquivo, considerado como um dos mais importantes do Brasil, já está adotando as providências para assegurar o acesso dos pesquisadores aos documentos preservados. Segundo o secretário José Luiz da Anunciação Bernardo, a sala destinada para a pesquisa será equipada com novo mobiliários e as instalações físicas passa por reparos para oferecer mais conforto e comodidade aos frequentadores do arquivo. Documentos dos séculos XVII, XVIII e IX, jornais, inventários são algumas das relíquias do acervo do arquivo. O prédio que abriga o Arquivo Municipal no Centro histórico foi totalmente restaurado e adaptado para a atividade. Trata-se de um sobrado de dois pavimentos, sendo que a sala de pesquisa fica na parte térrea do imóvel, com divisórias de vidro, para proteger o local de ruídos externos. O im...

Maragogipe: Escrituras, Cartas de Alforria e Contratos de 1804 a 1970, encontram-se no NUDOC/UFRB

O Núcleo de Memória e Documentação (NUDOC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) recebeu, no último dia 30 de novembro de 2012, 108 livros de notas do tabelionato do Fórum Professor Raul Chaves, da Comarca de Maragojipe.  São livros que abarcam o período de 1804 a 1970 e trazem registros de escrituras de compra e venda de imóveis, cartas de alforria e contratos diversos que revelam facetas ainda desconhecidas da história do Recôncavo. Este raro e valioso acervo se juntará a nove livros cartoriais de registros de casamentos e óbitos e 324 caixas de processos crimes e cíveis.  Contrato de Conceição do Almeida, no termo de Maragogipe (Clique para ampliar) Após o recebimento deste acervo, o NUDOC e o TJ-BA, conforme termo de cooperação técnica, concluiu a transferência dos documentos históricos da Comarca de Maragojipe , totalizando 441 documentos. Os próximos acervos que serão transferidos são os das comarcas de Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Cruz das Almas e S...

UFRB faz Mapeamento Arqueológico do Recôncavo

DO BLOG: Em si tratando de arqueologia na Bahia, e no Recôncavo Baiano, este é um livro (ebook) que não pode faltar nos arquivos dos historiadores que pesquisam e estudam a história desta região. Acredito que também, pode muito bem ser usado pelos estudantes de ensino médio de ensino. A UFRB acertou em cheio com esta produção que foca nos municípios de Cachoeira e São Félix, e com menor índice em Maragogipe, Cruz das Almas e Conceição de Feira Aliás, não podemos deixar de tratar de uma questão esboçada no livro com muita propriedade. Porque  e como mapear os sítios arqueológicos? Esta é uma questão respondida pelo livro e que com muita clareza, inicia o interessado por este tipo de leitura, nos mais diversos aspectos e características da arqueologia. A questão da preservação patrimonial e da responsabilidade sócio-cultural também é ressaltada. Recomendamos esta leitura. Clique AQUI para ler o PDF deste livro APRESENTAÇÃO DO LIVRO Vários aspectos devem ser destacados nest...

NUDOC transfere acervos históricos de comarcas do Recôncavo

O Núcleo de Memória e Documentação (NUDOC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) começa a receber acervos de documentos históricos das comarcas do Recôncavo. A transferência acontece em decorrência do convênio estabelecido entre a UFRB e o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) para a guarda e conservação do acervo documental de fóruns desta região. O fórum Prof. Raul Chaves, do município de Maragogipe, foi o primeiro a transferir documentos históricos para o NUDOC. O acervo é composto por cerca de 500 caixas de processos crimes e cíveis e mais registros de nascimento, casamento e óbito datados de fins do século XIX e meados do século XX. A transferência integral será concluída nesta sexta-feira, dia 14. O acervo será submetido a tratamento de conservação, higienização, classificação e restauração. Após esse processo, será disponibilizado a pesquisadores, estudantes da UFRB e comunidade em geral. “Tal iniciativa do NUDOC evita do descarte um acervo que conta muit...

As belas litografias dos exportadores de fumo do recôncavo baiano

Em finais do século XIX o recôncavo baiano era um dos mais importantes centros produtores de fumo do mundo. Empreendores alemães e holandeses plantavam a folha em Cruz das Almas, Cachoeira, São Felix, Santo Amaro, Maragogipe e na região instalavam fábricas de charutos, um dos maiores itens de exportação da Bahia em aqueles idos. Exportavamos fardos de fumo, cigarros e charutos. Stender & Cia era uma das marcas de maior aceitação entre os consumidores, garantia de qualidade, a exemplo de outras também reconhecidas nesse quesito como Dannemann, Suerdieck, Pook & Cia, Rodemburg, Jezler & Hoening, R. Gaeschlin, Costa & Ferreira, dentre outras. A imagem que ilustra este post é um rotulo dos charutos “A Bella Africana” de Stender & Cia, imagem trabalhada em litografia e impressa na alemanhã com referências visuais da região onde era plantada a matéria prima do produto, ou seja, o recôncavo. Era comum esses rótulos serem utilizados como anúncios, não é o caso. O que ch...

Histórico do Forte de Santa Cruz do Paraguaçu, em Maragogipe

Foto: Zevaldo Sousa O Forte de Santa Cruz do Paraguaçu localiza-se na margem direita da foz do rio Paraguaçu, na altura da atual cidade de Maragojipe, no estado da Bahia, dominando o acesso ao Recôncavo baiano. Antecedentes Foto: Zevaldo Sousa Um documento datado de 1659 dá conta da existência de três fortes na região, o mais importante dos quais o Forte Real de Paraguaçu (SOUZA, 1983:105). Também conhecido como Forte de Santa Cruz do Paraguaçu, Forte da Barra do Paraguaçu ou Fortinho do Paraguaçu, não existe consenso entre os estudiosos quanto aos seus construtores. A sua forma atual data provávelmente do início do século XVIII, erguido sobre uma estrutura anterior, remontando à primeira metade do século XVII. No contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), em conjunto com o Fortim da Forca na margem oposta do rio, com quem cruzava fogos, tinha a função de impedir o acesso de invasores ao sertão do Iguape e seus engenhos de açúcar, e às vilas de Maragojipe e Cach...

LIVRO: Festa da Boa Morte, Cadernos do IPAC 2

O Livro Festa da Boa Morte, disponibilizado pelo IPAC, em seus cadernos é estudo sobre uma manifestação característica da religiosidade popular que acontece todos os anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Segundo Ednalva Queiroz o estudo "foi norteado pela premissa de que o bem cultural, como todo signo, tem um imprescindível suporte físico – dimensão material que é o suporte de comunicação; uma estrutura simbólica que lhe dá sentido – e que se estabelece na prática dos sujeitos capazes de atuar segundo certos códigos; que o bem de natureza imaterial ou intangível se caracteriza, segundo a Constituição Brasileira, como uma “referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade.” Uma ótima opção de leitura para quem quer saber um pouco mais sobre a Festa da Boa Morte, em Cachoeira. CLIQUE na imagem ou neste LINK para baixar o livro completo.

Cronologia do Conflito no Quilombo de São Francisco do Paraguaçu

Breve histórico da Região 1660 – Início da construção do Convento de Santo Antônio, do qual remonta a origem da comunidade de São Francisco do Paraguaçu, marcando o desenvolvimento do vilarejo. O Início da sua construção foi em 1660 e concluída em 1686, com muito trabalho árduo de escravos africanos; A ocupação do Lagamar do Iguape começa desde o século XVI com os engenhos fundados em frente a ilha dos franceses por Antônio Penedo; Durante a construção do Convento do Paraguaçu, muitos negros fugiram do trabalho árduo e procuraram um lugar de mata fechada para se refugiar, onde formaram o quilombo Boqueirão. A partir da fuga, esses escravos constituíram o quilombo do Boqueirão ocupando a região do Boqueirão, Alamão e do Caibongo Velho, locais escolhidos devido à facilidade de água. Lá se plantava batata, feijão, mandioca: “Nós não tinha voz, botaram os escravos para fazer perversidade que nem animal agüentava. Muitas pessoas passaram, muitas se arrumaram no meio do mato, se esconderam ...