A Justiça argentina deu início nesta quarta-feira a audiências do maior julgamento de crimes cometidos durante a chamada "guerra suja", entre 1976 e 1983, no regime militar do país. Sessenta e oito ex-oficiais enfrentam quase 800 acusações de sequestro, tortura e assassinato associadas à escola naval de elite do país, a Escola Mecânica da Armada (Esma), que abrigou um centro de detenção clandestino. Entre os réus está Alfredo Astiz, conhecido como o "anjo loiro da morte", e oito pilotos dos chamados "voos da morte", em que corpos de prisioneiros políticos eram atirados de aviões no rio da Prata e no oceano Atlântico. O julgamento pode durar dois anos. Milhares de pessoas (como Rodolfo Walsh, em foto carregada por ativistas) desapareceram no regime argentino Dezenas de milhares de argentinos foram sequestrados e mortos pela junta militar que governou o país. Cinco mil deles foram detidos na Esma, em Buenos Aires. Poucos sobreviveram, e muitos corpos jamais ...
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