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Mostrando postagens com o rótulo Escravidão

Censo de 1872 revela dados da população em Maragogipe e paróquias

Mapa de Maragogipe extraído do Mapa da Bahia disponível no site Ter uma ideia histórica saindo do senso comum, de como era a vida nas cidades do interior é um pouco difícil, principalmente, para aqueles que não estão preocupados com o passado, nem muito menos, em possíveis respostas para indagações do presente. A vida de aparências é muito disponível nos dias atuais, mas no passado, não tínhamos como negar nossas origens. Se a pessoa tinha a cor parda ou negra, poderia ou não ser tratada como escrava, apesar de na sua maioria, ser tratada desta forma indigna. A pele branca definia quem mandava em quem no Brasil Colônia e Imperial, e em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, não era diferente. Segundo dados do Censo de 1872, único no Brasil a registrar população escrava, que está disponível na internet, através do site " Núcleo de Pesquisa em História Econômica e Demográfia " (UFMG), Maragogipe contava com quatro paróquias, sendo elas: S...

Diretora-geral da Unesco defende nova forma de contar a história da África

Desde setembro de 2009, cabe à búlgara Irina Georgieva Bokova a tarefa de conciliar diferentes interesses e visões sobre ciência, cultura e educação. Primeira mulher e primeira pessoa nascida na Europa Oriental a ocupar o cargo de diretora-geral da Unesco, organização ligada às Nações Unidas que agrega 195 países-membros, ela comandará as ações da Década para as Pessoas de Ascendência Africana, declarada pela ONU entre 2013 e 2022. Às vésperas do início da celebração, Irina falou com exclusividade ao CorreioBraziliense. Segundo ela, a trágica experiência da escravidão fez com que o continente africano fosse o primeiro a experimentar um processo de globalização e moldou preconceitos e sentimentos depreciativos que ainda subjugam os negros. “ Apesar de o comércio de escravos e a escravidão já não serem tolerados, alguns conceitos produzidos por esse sistema estão, hoje, infelizmente, ainda vivos. Por essa razão, a luta contra o racismo e contra a discriminação em muitas regiões do mundo ...

As belas litografias dos exportadores de fumo do recôncavo baiano

Em finais do século XIX o recôncavo baiano era um dos mais importantes centros produtores de fumo do mundo. Empreendores alemães e holandeses plantavam a folha em Cruz das Almas, Cachoeira, São Felix, Santo Amaro, Maragogipe e na região instalavam fábricas de charutos, um dos maiores itens de exportação da Bahia em aqueles idos. Exportavamos fardos de fumo, cigarros e charutos. Stender & Cia era uma das marcas de maior aceitação entre os consumidores, garantia de qualidade, a exemplo de outras também reconhecidas nesse quesito como Dannemann, Suerdieck, Pook & Cia, Rodemburg, Jezler & Hoening, R. Gaeschlin, Costa & Ferreira, dentre outras. A imagem que ilustra este post é um rotulo dos charutos “A Bella Africana” de Stender & Cia, imagem trabalhada em litografia e impressa na alemanhã com referências visuais da região onde era plantada a matéria prima do produto, ou seja, o recôncavo. Era comum esses rótulos serem utilizados como anúncios, não é o caso. O que ch...

Fichamento: A guerra civil americana: a última revolução capitalista de Barrington Moore

Por Zevaldo Sousa MOORE Jr., Barrington. “ A guerra civil americana: a última revolução capitalista ”. In: As origens sociais da ditadura e da democracia, 1913; Tradução de Maria Ludovina F. Couto. São Paulo, Martins Fontes, 1983. Barrington Morre Jr. é considerado o precursor da sociologia histórica comparada. Em seu livro As Origens Sociais da Ditadura e da Democracia, Senhores e Camponeses na Construção do Mundo Moderno, ele desenvolve um nexo entre democracia e liberdade nas sociedades que entraram para a modernidade através de grandes rupturas revolucionárias ou de padrões de acomodação de uma ordem conservadora da propriedade rural. O autor começa seu texto, falando das diferenças da sociedade americana e da sociedade européia, como forma de explicar que nos Estados Unidos da América, não houve uma Revolução, como na Inglaterra (Puritana) e na França (Francesa). Que a moderna democracia capitalista começa tardiamente e que os Estados Unidos não tiveram problemas para desmantelar...

Cronologia do Conflito no Quilombo de São Francisco do Paraguaçu

Breve histórico da Região 1660 – Início da construção do Convento de Santo Antônio, do qual remonta a origem da comunidade de São Francisco do Paraguaçu, marcando o desenvolvimento do vilarejo. O Início da sua construção foi em 1660 e concluída em 1686, com muito trabalho árduo de escravos africanos; A ocupação do Lagamar do Iguape começa desde o século XVI com os engenhos fundados em frente a ilha dos franceses por Antônio Penedo; Durante a construção do Convento do Paraguaçu, muitos negros fugiram do trabalho árduo e procuraram um lugar de mata fechada para se refugiar, onde formaram o quilombo Boqueirão. A partir da fuga, esses escravos constituíram o quilombo do Boqueirão ocupando a região do Boqueirão, Alamão e do Caibongo Velho, locais escolhidos devido à facilidade de água. Lá se plantava batata, feijão, mandioca: “Nós não tinha voz, botaram os escravos para fazer perversidade que nem animal agüentava. Muitas pessoas passaram, muitas se arrumaram no meio do mato, se esconderam ...

ESPECIAL: Independência da Bahia, o 2 de Julho

ESPECIAL do A TARDE recria jornal de um ano depois da data histórica. 2 de Julho - Revolta nas ruas da cidade Um caboclo sobre uma carroça, armado com lança, representando o bravo lutador da guerra, seguido dos ex-combatentes e do povo, abrirá alas ao longo do mesmo percurso do ano passado, quando entraram pela Estrada das Boiadas, passando pela Lapinha, Pelourinho, até o Terreiro de Jesus. Este ano, porém, o que deveria ser motivo de comemoração será manifesto de insatisfação. Quem assistiu à entrada do Exército de Libertação há exato um ano viu um bando de soldados maltrapilhos e famintos — muitos, inclusive, em más condições de saúde —, eufóricos pela liberdade, depois de tanta labuta e derramamento de sangue. Mas, agora, o cortejo é uma forma de reivindicar aquilo que acreditam lhes ser de direito. Refazendo o trajeto da “vitória”, querem “gritar” que, na verdade, para eles, nada mudou. Há rumores, também, de que o movimento não deve parar por aí. Os mais radicais pretendem finali...

Liberdade versus direito de propriedade na corte brasileira

Livro analisa pensamento político de Antônio Rebouças e revela suas contradições A trajetória do mulato Antônio Pereira Rebouças, advogado autodidata baiano que foi um dos maiores combatentes pela causa da independência do Brasil -- e um dos principais políticos do Império --, é o objeto de um livro recém-lançado. Fruto de uma tese acadêmica da historiadora Keila Grinberg, da Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) e da Universidade Cândido Mendes (Ucam), O fiador dos brasileiros adota a figura de Rebouças como referência para discutir temas como cidadania, direito civil, liberdade, propriedade, raça e escravidão no Brasil do século 19. Nascido no Recôncavo Baiano em agosto de 1798, Antônio Pereira Rebouças -- filho de um português com uma escrava liberta -- vem ao mundo em um momento de conflito, no ano de eclosão da Revolta dos Alfaiates, na Bahia. Desde então, sua trajetória se estabeleceria sob o signo do conflito. Com a língua afiada e um pensamento 'avançado' para sua é...