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Mostrando postagens com o rótulo Opinião do Leitor

HISTÓRIA: 24 anos de Forró do Caís

Por Chiquinho de Maragojipe O Forró do Caís de Maragojipe nasceu em 1987 idealizado pelos maragojipanos Jorge Pantera, Edite do Cajá e Nanai de Bagaço, eles sairam pelas ruas da cidade recolhendo assinaturas dos maragojipanos para um abaixo assinado que foi enviado ao então prefeito Bartolomeu Teixeira que vendo o grande número de assinaturas aprovou a idéia e organizou a festa que no seu primeiro ano teve no dia 23/06/1987 uma terça-feira as apresentações da Banda Transas Mil que abriu os festejos e da forrozeira Clemilda que na época estava em evidência com a música forró cheiroso (Talco no salão) já no segundo dia teve as participações do Samba de Roda Filhos de Nagô, do sanfoneiro Danton e os Ases do Forró e do Cantor Virgílio que iniciava sua carreira e estava "estourado" nas rádios com a música dez litros de licor uma composição do então percussionista da banda de Luiz Caldas o jovem Carlinhos Brow, a música foi o hino daquele são joão na Bahia e o Cajá ficou repleto de...

Maragogipe: A história de um povo, Entre o Profano e Religioso

Fonte: Andarilhos da História Este estudo analisa a festa de São Bartolomeu como uma via de acesso para compreender a cidade de Maragogipe. A paróquia foi construída no século XVII, a igreja no XVIII e a aprovação do Compromisso da irmandade no XIX, em 11 de abril de 1851, em pleno processo de reforma na Igreja católica. A pedido do padre Ignácio Aniceto de Souza, o Compromisso foi aprovado por dom Romualdo Antônio de Seixas. Em 20 de agosto de 1943, o Compromisso foi reformulado por dom Augusto Álvaro da Silva, por iniciativa do padre Florisvaldo José de Souza. Considerando que as festas religiosas foram os alvos dos reformadores católicos, constatei que a reforma no Compromisso significou o ponto alto da romanização em Maragogipe, principalmente porque, a partir de então, a festa deixou de ser organizada por leigos, e o padre assumiu a presidência da Irmandade, interferindo e controlando diretamente os festejos. A pesquisa teve como ob...

Tradição do São João do Interior é sufocada por “atrações” milionárias

Fonte: Diário Maragogipano “São João passou por aí?” Era assim, numa época quando as pessoas faziam questão de comemorar o dia de São João de porta-em-porta. Naquele tempo, o melhor do São João era o contato com as famílias, com os amigos… As mesas fartas eram a base da festa. Cada casa fazia sua canjica, cozinhava seu milho e preparava o seu licor de jenipapo. A fogueira não era vendida, era repartida, o milho era assado no braseiro que se formava enquanto ardente a fogueira iluminava as noites frias e aconchegantes. O Cheiro de fumaça ainda permanece na memória e os olhos ardendo choravam de alegria involuntária por ter ali, em cada lar, uma recepção de rei.  Cada pessoa fazia seu São João, não haviam os “enlatados” de hoje em dia, o forró ainda era comandado por trios que faziam a sonorização da festa com zabumba, triângulo e as sanfonas de oito baixos… claro que quem não tinha como convidar o grupo, usava as Tartecas Linear, com seus vinis com som de pipoca na pane...