Pular para o conteúdo principal

Comissão da Verdade divulga textos sobre a ditadura e convida interessados a colaborar


A Comissão Nacional da Verdade publicou em seu site nesta quinta-feira (22), textos provisórios sobre graves violações de direitos humanos ocorridas no país durante a ditadura militar (1964-1985) para que sejam consultados e possam receber contribuições da dos interessados pela internet.

Os textos provisórios foram elaborados pelo ex-procurador geral da República Claudio Fonteles durante 5 meses de pesquisa no Arquivo Nacional, literatura especializada e análises periciais realizadas a pedido da Comissão. Em 80 páginas, Fonteles analisa sete casos de oposicionistas assassinados pelo regime militar.

Entre os casos retratados estão a execução de Carlos Marighella, na qual foi utilizado o registro de “resistência seguida de morte” durante anos para disfarçar a execução. Os textos também expõem os falsos suicídios de Manoel Fiel Filho, Raul Amaro Nin Ferreira e João Lucas Alves.

As pesquisas estão sendo realizadas no âmbito do Grupo de Trabalho sobre Graves Violações de Direitos Humanos da Comissão da Verdade. No trabalho, Fonteles tem sido auxiliado por servidores do Arquivo Nacional e assessores da Comissão.

Graves violações

São classificadas como graves violações de direitos humanos crimes como mortes, desaparecimentos forçados, ocultação e destruição de cadáveres, tortura e violência sexual.

Os interessados em colaborar com informações e pesquisas relacionados aos temas mencionados nos textos devem entrar em contato pelo e-mail cnv@cnv.presidencia.gov.br.

Textos provisórios produzidos com base em pesquisa documental no Arquivo Nacional, literatura especializada e perícias pedidas pela CNV.

Obs.: Os links estão direcionados ao site principal, caso haja alguma mudança e os links fiquem quebrados, por favor, nos ajude, avise nos comentários.

Fonte: Portal EBC - CNV

Comentários

Top 5 da Semana

Prefeitos de Maragogipe, do final do Império à Atualidade

Durante os períodos de Colônia e Império, aos presidentes da Câmaras de Vereadores atribuíam se-lhes as disposições executivas. O plenário votava a matéria e o presidente executava a proposição aprovada. Dos presidentes da Câmara de Vereadores de Maragogipe, os que exerceram por mais vezes o cargo, foram o Pe. Inácio Aniceto de Sousa e Antônio Filipe de Melo. O primeiro, no meado do século XIX, eleito deputado à Assembléia Provincial, renunciou ao mandato, porque optou pelo de Vereador à Câmara de Maragogipe, e se elegeu presidente desta. Como Presidentes do Conselho Municipal Manuel Pereira Guedes      (1871 - 1874) Artur Rodrigues Seixas       (1875 - 1878) Antonio Filipe de Melo      (1879 - 1882) Dr. João Câncio de Alcântara (1883 - 1886) Silvano da Costa Pestana   (1887-1890) Com a República, cindiu-se o poder, adotando a corporação o nome de Conselho, e o executivo o de Intendente. Com este n...

Padres da Paróquia de São Bartolomeu de Maragogipe

A história de Maragogipe está ligada ao  culto de São Bartolomeu que data dos primórdios da sua vida, da época em que iniciava a sua formação, quando saía das trevas da vida selvagem para iniciar a sua marcha gloriosa na senda do progresso sob o signo o abençoado da Cruz Redentora. A devoção dos maragogipanos para com o Glorioso Apóstolo vem também dos seus primeiros dias, do tempo em que era ainda uma fazenda pertencente ao luso Bartolomeu Gato, e nela, encontramos o primeiro vigário da Paróquia de São Bartolomeu. A lista abaixo retrata um pouco desta história, as datas ao lado do nome é o ano de início de sua vida enquanto evangelizador. Todavia, em diversos nomes nós não encontramos a data específica, pois somente há deduções. Caso o leitor possa estar contribuindo com a mudança desta lista, pois ainda sim, acreditamos que esteja faltando alguns nomes, será muitíssimo interessante. Agradecemos antecipadamente. (Leia mais sobre " O Culto de São Bartolomeu ", escrito por Odi...

Reescrevendo o Passado: Um novo capítulo no Blog de História

🔊 Ouvir Texto ⏸ Pausar ▶ Continuar 🛑 Parar  Caros leitores e entusiastas da História, É com o coração pulsando de entusiasmo e as ideias transbordando que volto a este espaço que, mais do que um blog, é uma verdadeira máquina do tempo. Aqui, juntos, viajamos por épocas remotas, desvendaremos segredos ocultos em pergaminhos empoeirados e traremos à luz do presente as lições que os antigos nos deixaram. Se o historiador Marc Bloch nos ensinou algo em seu clássico "Apologia da História", é que a história é como a água de um rio: sempre em movimento, moldando paisagens e criando novos horizontes. Da mesma forma, este blog se renova, trazendo um recomeço que celebra tanto o conhecimento quanto a reflexão crítica sobre os desafios do nosso tempo. Afinal, como dizia Cora Coralina, "feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". Nesta nova fase, quero convidar vocês a desbravar comigo os mais variados territórios da História. Falaremo...

Uma Breve História de Maragojipe, por Osvaldo Sá

Obs.: Este blog é adepto da grafia Maragogipe com o grafema G, mas neste texto, preservamos o uso da escrita de Maragojipe com o grafema J defendida pelo autor. Uma Breve História de Maragojipe Por Osvaldo Sá A origem do município de Maragojipe, como a de tantos outros municípios do Recôncavo Baiano, remonta ao período do Brasil Colonial, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Conta a tradição popular que a origem do município deveu-se à existência de uma tribo indígena denominada “Marag-gyp”, que se estabeleceu em meados do século XVI às margens do Rio Paraguaçu. Destemidos e inteligentes, mas adversos à vida nômade, esses indígenas dedicavam-se ao cultivo do solo, à pesca e a caça de subsistência, manejando com maestria o arco e flecha e também o tarayra (espécie de machado pesado feito de pau-ferro), com o qual eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo. Osvaldo Sá, 1952 - Aos 44 ano Segundo a tradição da tribo, os mais velhos contavam que suas pri...

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...