Pular para o conteúdo principal

NUDOC transfere acervos históricos de comarcas do Recôncavo

O Núcleo de Memória e Documentação (NUDOC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) começa a receber acervos de documentos históricos das comarcas do Recôncavo. A transferência acontece em decorrência do convênio estabelecido entre a UFRB e o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) para a guarda e conservação do acervo documental de fóruns desta região.

O fórum Prof. Raul Chaves, do município de Maragogipe, foi o primeiro a transferir documentos históricos para o NUDOC. O acervo é composto por cerca de 500 caixas de processos crimes e cíveis e mais registros de nascimento, casamento e óbito datados de fins do século XIX e meados do século XX. A transferência integral será concluída nesta sexta-feira, dia 14.

O acervo será submetido a tratamento de conservação, higienização, classificação e restauração. Após esse processo, será disponibilizado a pesquisadores, estudantes da UFRB e comunidade em geral. “Tal iniciativa do NUDOC evita do descarte um acervo que conta muito sobre a história, cultura e memória do Recôncavo”, destaca o coordenador do núcleo, professor Walter Fraga.

Os próximos acervos a serem transferidos serão os das comarcas de Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Cruz das Almas e São Sebastião do Passé. O NUDOC está localizado na Rua Anna Nery, n° 09, Centro, Cachoeira-BA.

Cooperação técnica

Em dezembro de 2011, UFRB e TJ-BA assinaram Termo de Cooperação Técnica com vistas à transferência física, arquivamento, digitação e/ou microfilmagem, restauro, guarda e manutenção documental e pesquisa por parte da UFRB do acervo de documentos judiciais, extrajudiciais e administrativos do Poder Judiciário, atualmente mantidos nos fóruns de comarcas do Recôncavo.

Fonte: UFRB

Comentários

Top 5 da Semana

A minha experiência como professor de história num Curso de Turismo-Étnico em Maragogipe

Por Zevaldo Sousa Tratar sobre temas como Identidade, Cidadania, Diversidade, Tolerância e Respeito num curso de História é de extrema importância para a formação do “cidadão crítico”, e essa formação conduz ao que historiador André Segal afirmava que a História “forma cidadãos comuns, indivíduos que vivem em presente contraditório, de violência, desemprego, greves, congestionamentos, que recebe informações simultâneas sobre acontecimentos internacionais, como as guerras, que deve escolher seu representante para ocupar cargos políticos instituicionais”. Esse indivíduo que vive o presente deve, pelo ensino de História, ainda segundo Segal “ter as condições de refletir sobre tais acontecimentos, localizá-los em tempo conjuntural e estrutural, estabelecer relações entre os diversos fatos de ordem política, econômica e cultural, de maneira que fique preservado das reações primárias: a cólera impotente e confusa contra patrões, estrangeiros, sindicatos ou o abandono fatalista da força do de...

Seção "Grandes Mestres das Bandas": Heráclito Paraguassu Guerreiro

Heráclito Paraguassu Guerreiro nasceu na cidade de Maragogipe-BA, em 13 de março de 1877 e faleceu na mesma em 18 de maio de 1950, filho do senhor João Primo Guerreiro. Com 12 anos de idade, entrou na escola de música da Filarmônica Terpsícore Popular de Maragogipe em que discretamente começou a aprender a arte musical contrariando a vontade de seus pais. A caixa foi o seu primeiro instrumento depois de um ano. Em 1895 fundou, aos 18 anos o grupo “Harpa Mariana” a qual foi regente. Autodidata, mas com potencial espetacular, Heráclito destaca-se mais e mais quando inicia as suas composições. Em 10 de setembro de 1910, quando agravou o estado de saúde do senhor Theodoro Borges da Silva que foi um dos fundadores, primeiro e atual regente da Terpsícore na época, foi concedida a Heráclito a posse da regência, tendo ele fundido o grupo “Harpa Mariana” a Terpsícore, criando então nova fase com progresso para a filarmônica que regeu por quase 40 anos. Suas composições são indiscutivelmente exí...

O Terreiro Ilê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"

É com muito pesar que noticiamos o falecimento do Babalorixá Edinho de Oxóssi, será muito justo neste momento, republicarmos a história do Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo", um local com que o nosso babalorixá tem suas intimidades reveladas. Sabendo que seria do agrado de muitos maragogipanos que desejam conhecer a nossa história, resolvi publicar esse texto e uma entrevista concedida pelo Babalorixá Edinho de Oxóssi encontrada no site ( http://alabaxe.xpg.uol.com.br/ ) Oxóssi O Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"   A cada ano, após a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundancia de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os...

Um pouco da História da Filarmônica "Dois de Julho"

Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Professor de História - Formado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Data de Publicação: 07 de setembro de 2010 Uma das principais filarmônicas da cidade, a “Filarmônica Dois de Julho” é fruto do desejo de músicos instrumentistas das antigas filarmônicas e recreativas que existiam nesta cidade, antes da sua fundação em 7 de setembro de 1886. A “Mnemósine” foi a primeira filarmônica existente no município, mas não durou muito, extinguindo-se em menos de uma década. Desta surgiram três instituições: Como os seus músicos eram dignos de assim serem chamados, fundaram a “Filarmônica Terpsícore Popular”, a “Sociedade Musical Euterpe” e em 1886, a “Recreativa 2 de Julho”, esta última somente com o propósito de ensinar danças à juventude. Todavia, os associados da “Sociedade Musical Euterpe” entraram em divergências por motivos não encontrados nos documentos, dissolvendo-se, muito mais rápido do que a sua entidade materna, a ...

Sátira das Profissões, um documento egípcio que valoriza o escriba

Este é um trabalho de Pesquisa do Documento "Sátira das Profissões" escrito egípcios que contém incômodos existentes em cada tipo de trabalho, assim como a valorização do Escriba enquanto profissional. A leitura deste documento demonstra que a atividade intelectual era valorizada no Egito Antigo, muito diferente das atividades braçais que são classificadas de maneira grosseira pelo escritor do documento. O tema é curioso. É a história de um pai Khéti que conduz o filho adolescente Pépi para a escola de escribas da Corte por ser, segundo ele, a mais importante das profissões e durante a viagem da barca resolve comparar vários ofícios. Figura retirada do jogo Faraó, feito pela Sierra e sob licença da VU Games. Quais são as profissões do texto? As profissões descritas no texto são Ferreiro, Marceneiro, Joalheiro, Barbeiro, Colhedor de Papiro ou de Junco (que na verdade ele colhe o junco para daí fazer o papiro), Oleiro, Pedreiro, Carpinteiro, Hortelão, Lavrador, Tecelão, Por...