Pular para o conteúdo principal

A problemática da valorização da Educação Brasileira - Final

Por fim, gostaria de salientar esta última problemática que se refere muito mais a Educação do que ao próprio professor. Como falei no primeiro artigo, é muito mais fácil começarmos a valorizar a Educação do que o individuo educador. Nós, os educadores, fazemos parte de um sistema maior e se esse sistema é desvalorizado, nunca seremos valorizados.

É por esse motivo que não privilegiei o problema da política salarial e de valorização do professor. Que me remetia à assuntos como os baixos salários, o descaso, o desrespeito, a imposição de políticas pedagógicas e carga horária; tudo isso somado têm reflexos de um péssimo sistema de ensino. 

Michel Souza fala que "Os bons salários de alguns grupos de funcionários públicos, como os de juízes, promotores e políticos é provocado pelo subdesenvolvimento de outros grupos, como o de professores. Para que alguns grupos possam receber melhores salários e acumular patrimônios outros grupos necessitam ser explorados e sacrificados. O acesso aos benefícios está desigualmente repartido. Em conseqüência dos baixos salários e dos descasos com a classe, o professor perde a motivação, não tem prazer em dar aulas, resigna-se, não fazendo um bom trabalho."


O professor, portanto, não é motivado. A educação muito menos, apesar da educação ter o maior investimento nos recursos públicos, os mandatários não conseguem sequer investir no incentivo. Pois como já disse, a educação é para o futuro, as obras visíveis são para as eleições.

Os investimentos são raros e escassos, quase imperceptíveis o que acarreta na desvalorização da área que deveria ser a mais valorizada por todos os que vivem nesta terra.

Somos assim, mudos numa terra de falantes, àqueles que deveriam trazer a voz para as multidões, a liberdade e a esperança, estão amordaçados pelo sistema político e social. A cultura ainda ajuda nesse processo de desvalorização e, por fim toda a estrutura escolar não é agradável. Vivemos sinceramente num mundo distante do ideal. Distante do básico.

Não temos uma escola ideal, não temos uma família que incentive, nem vizinhos e amigos, não temos um governo que valorize a educação, nem um quarto poder que incentive essa área. Estamos reféns de nós mesmos. 

Sendo assim, proponho que cada um faça a sua parte e que não espere pelos outros, pois se assim permanecermos, nada mudará.

Comentários

Top 5 da Semana

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...

A BNCC é a base da pirâmide, o topo ainda pertence a escola

Quando a comunidade sonha junto, a escola se transforma! Por Zevaldo Sousa A BNCC é a base da pirâmide, o topo ainda pertence a escola Acredite! Essa afirmativa precisa ser internalizada por todos os educadores e sociedade em geral. Se sabemos que a  Educação é a Base  para um futuro melhor e mais justo, mas não colocamos em prática e não tomamos como responsabilidade a aplicação das ideias que temos, nada mudará. É por este motivo que ressaltamos a importância da escola na promoção da cidadania e na construção coletiva e democrática de um Projeto Político Pedagógico que vise a construção da sociedade que tanto queremos e neste sentido, não será somente a BNCC com suas aprendizagens essenciais que promoverá tais mudanças. Ela é apenas uma lei que precisa ser validada, complementada e implantada nos Sistemas Estaduais, Municipais, nas próprias escolas e no planejamento do professor. O sonho é fundamental para desenvolvermos uma escola cada vez mais justa, equâ...

Maragogipe: MPF/BA realiza audiência pública sobre impactos ambientais da Usina de Pedra do Cavalo

Debater os impactos socioambientais da operação da Usina Hidroelétrica de Pedra do Cavalo, bem como as medidas necessárias para minimizar tais impactos. Esta é a intenção do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), que realizará, em 8 de junho, a partir das 9h, audiência pública no Mercado Municipal Alexandre Alves Peixoto, conhecido como Mercado do Cajá, em Maragogipe (BA). A usina, operada pelo Grupo Votorantim, está localizada na área de proteção ambiental da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, nos municípios baianos de Cachoeira e São Félix. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela reserva, o empreendimento está em atividade, mas encontra-se com a licença de operação vencida desde fevereiro de 2009. O procedimento de licenciamento depende de aval do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) – órgão estadual – que, por sua vez, em função da existência da reserva na região, precisa de liberação d...

Uma Breve História de Maragojipe, por Osvaldo Sá

Obs.: Este blog é adepto da grafia Maragogipe com o grafema G, mas neste texto, preservamos o uso da escrita de Maragojipe com o grafema J defendida pelo autor. Uma Breve História de Maragojipe Por Osvaldo Sá A origem do município de Maragojipe, como a de tantos outros municípios do Recôncavo Baiano, remonta ao período do Brasil Colonial, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Conta a tradição popular que a origem do município deveu-se à existência de uma tribo indígena denominada “Marag-gyp”, que se estabeleceu em meados do século XVI às margens do Rio Paraguaçu. Destemidos e inteligentes, mas adversos à vida nômade, esses indígenas dedicavam-se ao cultivo do solo, à pesca e a caça de subsistência, manejando com maestria o arco e flecha e também o tarayra (espécie de machado pesado feito de pau-ferro), com o qual eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo. Osvaldo Sá, 1952 - Aos 44 ano Segundo a tradição da tribo, os mais velhos contavam que suas pri...

Força Tarefa Previdenciária deflagra operação em Maragogipe e Salvador

A Operação da Força Tarefa Previdenciária na Bahia desarticulou, nesta quarta-feira, dia 31 de maio, uma quadrilha especializada em fraudar benefícios previdenciários. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva nas cidades baianas de Maragogipe e Salvador. Segundo levantamento da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria de Previdência, a quadrilha atuava desde 2014 e era formada por pelo menos um intermediário e dois servidores da Agência da Previdência Social de Maragogipe. Para conseguir obter os benefícios fraudulentos, eles recrutavam pessoas residentes em Salvador para criar documentos falsos com o objetivo de comprovar tempo de contribuição na condição de contribuinte individual ou empregado. Depois, os criminosos requeriam aposentadorias por idade e tempo de contribuição na Agência de Maragogipe, local em que os servidores facilitavam a concessão. Com acesso aos benefícios, os acusados ainda re...