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A problemática cultural da Educação Brasileira

O pior de tudo é que tem criança que quer, mas tem pais e mães que...
A nossa cultura é com toda certeza a maior incentivadora desse péssimo sistema de ensino e do próprio entendimento das pessoas enquanto seres humanos. Se pararmos para analisar, não há na nossa sociedade, nenhum incentivo propagandístico de valorização da educação, aliás se essa fosse valorizada, todos os integrantes da escola automaticamente ganhariam com isso. Sendo assim, eu prefiro brigar por uma valorização da educação do que do próprio professor, mas isso eu explico na quinta problemática.

Sendo assim, acredito que a maioria dos alunos precisam de um primeiro incentivo do lar e como a maioria dos pais e responsáveis não tiveram esse incentivo na infância e adolescência, acabam propagando, com ajuda da mídia, o mesmo sistema. Portanto, fica difícil para o professor, coordenador ou qualquer pessoa ligada à educação conseguir arrancar do aluno um sentido disciplinador. 

Na sua ida à escola, esses mesmos alunos que já possuem raiz na sua própria cultura a indisciplina e ainda por cima de tudo isso, a mídia, sobretudo a televisão e mais recentemente a internet, vulgarizam ainda mais esse sentido indisciplinador, pois privilegiam temáticas que estão muito mais ligadas ao SANGUE, ao ÓDIO e ao SEXO do que à ÉTICA, à EDUCAÇÃO e à VIDA, acabam por fazer da escola um ponto de encontro, de namoro, de amizade e sociabilidade, e quase sempre, não vêem a instituição escolar como algo proveitoso e incentivador.

Permitam-me refletir neste aspecto idiotizante da nossa própria cultura, que leva ao jovem com muita  facilidade o seu próprio descrédito, infelizmente, e que constitui, segundo Evangival Paranhos Manga, "num dos maiores fatores de indignação e retrocesso na Bahia, e não é simplesmente porque as pessoas não entendem de música, o que vem acontecendo, ou seja, a banalização, a prostituição audiovisual musical, a baixaria que prolifera assustadoramente, e que já se conhece no sentido mais ralé e repugnante da palavra, refiro-me especificamente a música baiana ou a “baianada”, que já ultrapassou os limites da sem – vergonhice e da imoralidade."

O Manga, pode até ter sido um pouco mais voraz na sua opinião, todavia entendo a atual música baiana como um fator predominante na cultura brasileira e que pode ser ouvida sim, com o sentido da diversão (SOMENTE), mas não como a melhor coisa do mundo e já que estamos falando disso, citarei um filme que foi exibido no I Festival de Cinema Nacional de Maragogipe, e que fiz questão de levar meus 160 alunos do matutino do Colégio Estadual Gerhard Meyer Suerdieck. O filme "As melhores coisas do mundo" nos traz como moral o sentido do fazer por si, respeitando-se em primeiro lugar, para depois respeitar aos outros. Nele encontra-se diversas temáticas, como o Bullying, a Homossexualidade, a Escola preconceituosa, assim como a própria família. O meu pai é gay e daí!?!?!?!

Essa sociedade que não se respeita, não conseguirá em hipótese nenhuma respeitar o próximo e com isso, continuará longe do verdadeiro sentido do aprendizado e do respeito. Enquanto as pessoas não entenderem que a educação deve partir de casa, e depois seguir para a escola, nada mudará.


Um outro problema cultural é o fato da sociedade não fazer cobranças à escola. Aliás, a sociedade não faz cobrança à nenhuma instituição pública e por esse motivo, tudo fica como está. Segundo Michel Souza "Nas escolas públicas não há colegiados, não há conselhos, não há grêmios escolares. As desvalorizações por parte da sociedade brasileira em relação ao saber e ao conhecimento têm reflexos em toda estrutura educacional. Uma sociedade que não valoriza o conhecimento é uma sociedade sem história, sem memória. A participação da sociedade como um todo nas questões educacionais deve ser o cimento que constrói a nossa cultura, que defende as sociedades locais, que preserve nossa memória e consciência contra as ameaças de grupos , de ideologias e de interesses políticos. A participação da comunidade na escola é imprescindível para melhorar a qualidade do ensino e para gerar a consciência política e reflexiva sobre os fatos."

Perceba, portanto, que a sociedade, ou seja a própria família, deve começar a agir, começar a fazer-se por si, para que o futuro do país seja diferente, e que nossos netos e bisnetos desfrutem o que nós não podemos desfrutar, por ignorância e egoísmo dos nossos pais e responsáveis.

PROPOSTA PARA PAIS E RESPONSÁVEIS:
  1. Comece a cobrar das instituições e de nossos representantes melhorias na Educação;
  2. Faça por valer seus direitos cumprindo deveres como: Educar seu filho ou a criança, e não entrar em conflito com o mesmo;
  3. Crie um hábito de leitura em casa: a Bíblia tem valores, Revista de esportes tem cultura, leia o que te dar prazer e seu filho o copiará;
  4. Tenha como cultura ouvir pelo menos em casa músicas que te tragam a reflexão e baixe o volume, pois todos querem ser respeitados;
  5. Se gritas, seu filho poderás gritar; Se és um reclamão, seu filho poderás ser; se és briguento, seu filho poderás ser; se não queres que seu filho seja como você por saber que tens problemas, não o faça na frente dele. Pelo menos isso!
  6. Se policie e incentive sempre seu filho ao conhecimento;
  7. Temos como cultura principal a valorização da televisão e não do livro, faça o contrário, no futuro seu filho e neto agradecerá a sua chatice e persistência. Lembre-se que o adulto chato de hoje, é provavelmente o mais feliz amanhã.
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MINHA EDUCAÇÃO: A problemática social da Educação Brasileira - Caso Bahia

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