Pular para o conteúdo principal

Pesquisadores da UFRB e UNIFACS propõem novos roteiros turísticos no Recôncavo

Caminhos do Recôncavo é o título do documento que sintetiza o Inventário do patrimônio cultural dos municípios de Santo Amaro, Cachoeira e Maragogipe. O documento publicado será lançado em Salvador, dia 17 de abril, às 17 horas, na Secretaria de Turismo e dia 05 de maio, às 16 horas, em um evento do Curso de Serviço Social da UFRB.

Informações referentes à produção artística e artesanal, às manifestações e tradições, grupos culturais, espaços culturais, bens imóveis e instituições culturais; um diagnóstico da situação atual do turismo nessa região, com o levantamento dos atrativos potenciais; a identificação de roteiros turísticos temáticos; propostas para a estruturação de um modelo de gestão para o turismo regional; indicações de um programa de sensibilização da comunidade local para a atividade turística; e, por fim, um conjunto de proposições que visam promover o desenvolvimento do turismo regional.

A pesquisa

Coordenado pelas professoras doutoras Lúcia Aquino de Queiroz, da UFRB, e Regina Celeste de Almeida Souza, da UNIFACS, o estudo é fruto de parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo Baiano e da Universidade Salvador com a Secretaria de Turismo e a Bahiatursa. O estudo, desenvolvido em atendimento ao Edital 0306/2007 do Programa Monumenta/BID, Unesco e Ministério da Cultura (MinC), propõe alternativas concretas para o desenvolvimento sustentável do turismo no Recôncavo Baiano, através da implantação de roteiros turísticos integrados que contemplem as potencialidades de municípios detentores de um valioso patrimônio histórico-cultural e também natural, como Cachoeira, Maragojipe e Santo Amaro, e propiciem a inserção das comunidades locais, agentes centrais desse processo, favorecendo a minimização das condições de pobreza atualmente existentes. Caminhos do Recôncavo buscou também apresentar linhas de ações estruturantes para o se desenvolvimento turístico e indicar projetos necessários e possíveis de execução nos três municípios. Objetivando-se a que o turismo possa contribuir efetivamente para o alcance do desenvolvimento endógeno doRecôncavo Baiano, procurou ainda enfatizar a importância da estruturação de um macroplanejamento regional, articulado à proposta de constituição de um ou alguns aparatos efetivos de gestão do turismo regional, que contemple esta atividade como prioritária, associada aos sistemas econômico, ambiental, cultural e social.

Para a coordenadora Lúcia Aquino, 'o documento não esgota o potencial existente nos municípios objeto de estudo. Novas análises e aprofundamentos podem e devem ser realizados a partir das informações divulgadas, por isso esperamos que o trabalho possa ser útil aos interessados nos temas tratados — gestores públicos, privados, professores, estudantes, investidores, instituições de fomento à atividade turística, agentes do turismo, de forma geral, partícipes de organizações não-governamentais —, e que possa aportar favoravelmente para o desenvolvimento do turismo — como se deseja, de um turismo indutor do desenvolvimento local/regional; de um turismo que contribua, efetivamente, para o alcance do desenvolvimento dentro do próprio Recôncavo Baiano'.

A elaboração do estudo Caminhos do Recôncavo envolveu a formação de uma equipe técnica multidisciplinar, composta por professores doutores e mestres, economistas, geógrafos, historiadores, bacharéis em turismo; por mestrandos do Programa de Desenvolvimento Regional e Urbano; por alunos da graduação do curso de Turismo da Unifacs e por alunos da UFRB, dos cursos de História, Museologia e Cinema. São componentes da equipe:

Coordenação Técnica do Projeto
Profª. Dra. Lúcia Maria Aquino de Queiroz (UFRB)
Profª. Dra. Regina Celeste de Almeida Souza (UNIFACS)

Pesquisadores (UFRB)
Bárbara Lúcia Ferreira Cerqueira; Bruna Helena Farias Barreto; Daniela de Andrade de Almeida; Edvaldo M. da Silva; Emanuel Silva Andrade; Evânia Lima de Barros; Fernanda da M. dos Santos; Izadora Chagas; Marilene Trancôso Nolasco; Vítor Rheinschmitt de Brito; Vonaldo Lopes Mota; Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa

Equipe Técnica
Consultoria Técnica
Denise Magalhães
Frederico Bomsucesso
Mariana Lacerda Barbosa Filha
Mércia Maria Aquino de Queiroz

Edição de Texto
Valdomiro Santana

Supervisão de Pesquisa
Elizete Paixão
Patrícia Verônica Pereira dos Santos
Veralucia Alcântara

Apoio ao Trabalho de Campo
Dilma Rebellatto Beato

Apoio Técnico
Andréia Brandão (SETUR)
Antônio Moraes (BAHIATURSA)
Natália Coimbra de Sá (UNIFACS)

Apoio Administrativo
Veralucia Alcântara

Estagiárias
Fernanda Almeida (UNIFACS)
Rachel Segatti (UNIFACS)

Comentários

Top 5 da Semana

Fotos antigas de São Félix, no Recôncavo da Bahia

Desde as primeiras décadas de sua existência a fotografia já mostrava o seu imenso potencial de uso. A produção fotográfica de unidades avulsas, de álbuns ou de coletâneas impressas abrangia um espectro ilimitado de atividades, especialmente urbanas, e que davam a medida da capacidade da fotografia em documentar eventos de natureza social ou individual, em instrumentalizar as áreas científicas, carentes de meios de acesso a fenômenos fora do alcance direto dos sentidos, as áreas administrativas, ávidas por otimizar funções organizativas e coercitivas, ou ainda em possibilitar a reprodução e divulgação maciça de qualquer tipologia de objetos. (leia mais em Fotografia e História: ensaio bibliográfico ) Neste sentido, a disponibilização de imagens fotográficas para o público leitor deste blog, é uma máxima que nós desejamos, pois a imagem revela muitos segredos.  Para ver mais fotografias: VISITE NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK Enchente em São Félix - cedido por Fabrício Gentil Navio da...

Padres da Paróquia de São Bartolomeu de Maragogipe

A história de Maragogipe está ligada ao  culto de São Bartolomeu que data dos primórdios da sua vida, da época em que iniciava a sua formação, quando saía das trevas da vida selvagem para iniciar a sua marcha gloriosa na senda do progresso sob o signo o abençoado da Cruz Redentora. A devoção dos maragogipanos para com o Glorioso Apóstolo vem também dos seus primeiros dias, do tempo em que era ainda uma fazenda pertencente ao luso Bartolomeu Gato, e nela, encontramos o primeiro vigário da Paróquia de São Bartolomeu. A lista abaixo retrata um pouco desta história, as datas ao lado do nome é o ano de início de sua vida enquanto evangelizador. Todavia, em diversos nomes nós não encontramos a data específica, pois somente há deduções. Caso o leitor possa estar contribuindo com a mudança desta lista, pois ainda sim, acreditamos que esteja faltando alguns nomes, será muitíssimo interessante. Agradecemos antecipadamente. (Leia mais sobre " O Culto de São Bartolomeu ", escrito por Odi...

Uma Breve História de Maragojipe, por Osvaldo Sá

Obs.: Este blog é adepto da grafia Maragogipe com o grafema G, mas neste texto, preservamos o uso da escrita de Maragojipe com o grafema J defendida pelo autor. Uma Breve História de Maragojipe Por Osvaldo Sá A origem do município de Maragojipe, como a de tantos outros municípios do Recôncavo Baiano, remonta ao período do Brasil Colonial, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Conta a tradição popular que a origem do município deveu-se à existência de uma tribo indígena denominada “Marag-gyp”, que se estabeleceu em meados do século XVI às margens do Rio Paraguaçu. Destemidos e inteligentes, mas adversos à vida nômade, esses indígenas dedicavam-se ao cultivo do solo, à pesca e a caça de subsistência, manejando com maestria o arco e flecha e também o tarayra (espécie de machado pesado feito de pau-ferro), com o qual eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo. Osvaldo Sá, 1952 - Aos 44 ano Segundo a tradição da tribo, os mais velhos contavam que suas pri...

Fotos antigas de Maragogipe, no Recôncavo da Bahia

Igreja Matriz de São Bartolomeu de Maragogipe Nesta sessão do Blog de História, buscaremos postar um pouco da História de Maragogipe em fotografias antigas do nosso município. O que se sabe até o presente momento é que parte destas fotografias foram fruto de um ensaio fotográfico de Major, com datação aproximada da década de 30 ou 40, do século XX. Como a instituição fez amostra dessas fotografias, aproveitamos e solicitamos como forma de difundir ainda mais essas fotografias que já se tornaram patrimônio do município de Maragogipe. A fotografia que utilizamos como capa desta postagem é a imagem da Igreja de São Bartolomeu de Maragogipe, uma das mais belas igrejas do Recôncavo da Bahia, e uma das mais antigas. Aproveitem e usem-na com moderação. Sacristia da Igreja de São Bartolomeu de Maragogipe (Major) Altar de São Bartolomeu de Maragogipe, no centro da imagem temos o Cristo Crucificado. (Major) Praça Conselheiro Antonio Rebouças, no centro ainda tinha um pequeno coreto, ine...

A Pirâmide Invertida - historiografia africana feita por africanos (Carlos Lopes)

Neste momento, você terá a oportunidade de ler um pouco do fichamento do texto de Carlos Lopes "A Pirâmide Invertida - historiografia africana feita por africanos. Na introdução Carlos Lopes tenta traçar uma “ apresentação crítica dos argumentos avançados pelos três grandes momentos de interpretação histórica da África ” (LOPES; 1995). Para ele a historiografia deste continente tem sido “ dominada por uma interpretação simplista e reducionista ”, mas antes do autor começar a falar sobre estes momentos, ele demonstra um paralelo da historiografia africana com um momento “ em que os historiadores estão cada vez mais próximos do poder ”, e afirma que estes historiadores são todos de uma mesma escola historiográfica que proclama “ a necessidade de uma reivindicação identitária ”, citando como exemplos “ de uma interdependência entre a História e o domínio político ” “Inferioridade Africana” É através do paradigma de Hegel - o "fardo" do homem branco -, que o ocidente conhec...