Pular para o conteúdo principal

Plano de Curso de História - 2º ano do Ensino Médio - 2012


Plano de Curso

O atual plano de Curso serve de exemplo para os professores que desejam um modelo. Este plano, está dividido em 3 unidades, mas pode ser adaptado para 4 unidades. Os motivos desta divisão em três unidades está expresso na Regimento Escolar da Instituição de Ensino a qual pertenço.

Série: segundo ano do ensino médio
Disciplina: História
Carga Horária: 80 horas
Professor: Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Ano de competência: 2012

    I.    Apresentação:
O conhecimento histórico é contínuo, e é através dele que podemos rever nossos conceitos e construir novas visões de mundo. O segundo ano do ensino médio serve para que o aluno comece a expor suas reflexões obtidas no primeiro ano de estudo de forma clara e construtiva, observando as ferramentas disponíveis para que sua interpretação esteja fundamentada.
Neste momento, além de revisarmos os conteúdos da história européia, africana e americana, adentraremos com muito mais afinidade no mundo que estava se formando após o descobrimento da América; com revoluções surgindo tanto sociais, quanto econômicas e intelectuais. Que prepararam o mundo para as grandes guerras.

  II.    Objetivos:

  • Desenvolvimento de competências ligadas à leitura, análise, contextualização e interpretação das diversas fontes e testemunhos das épocas passadas e também do presente.
  • Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partir das categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.
  • Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos.
  • Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão e/ou de simultaneidade.
  • Produzir novos discursos sobre as diferentes realidades sociais, a partir das observações e reflexões realizadas.
  • Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a “visão de mundo” e o “horizonte de expectativas”, nas relações interpessoais com vários grupos sociais.
  • Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação exigida, geradas por mudanças na ordem econômica.
  • Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes.
  • Articular conhecimentos filosóficos, sociológicos, históricos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
  • Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica, quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sócio-político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
  • Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

Tema norteador:Sustentabilidade e Cidadania
Tema transversal:Economia e Tecnologias
Competências e habilidades a serem desenvolvidas
  • Representação e comunicação:
    • Entender a importância das técnicas contemporâneas de comunicação para planejamento, gestão, organização e fortalecimento do trabalho em equipe, com a utilização das novas tecnologias
  • Investigação e compreensão:
    • Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e seus múltiplos fatores que nela intervêm como produtos da ação humana e os processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
  • Contextualização sócio-cultural:
    • Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da cidadania, à justiça e à distribuição dos benefícios econômicos.

III.    Conteúdo Programático:

I UNIDADE
  • Conceitos de História (Tempo, espaço, cultural, antropologia)
    • O que é história?
    • Ferramentas do historiador
    • A interdisciplinaridade a favor do conteúdo histórico
  • Povos da Antiguidade:
    • Impérios orientais e ocidentais
  • A cristandade medieval em conflito com o islã
    • A formação do mundo medieval
    • Nascimento e expansão do Islã
  • O nascimento do mundo moderno
    • O encontro de mundos
    • As várias Áfricas
    • Impérios Americanos
    • Renascimento, Reformas e Absolutismo
  • Sociedades colônias na era do mercantilismo
    • Impérios e sociedades coloniais
    • A colonização na América portuguesa
    • A América portuguesa em expansão
    • A África nos tempos do tráfico atlântico
  • Guerra e paz na época moderna
    • Tempo de guerras
    • Tradição e mudança na vida cotidiana
    • Inglaterra revolucionária

II UNIDADE
  • O Colapso do Absolutismo e do Sistema Mercantilista
    • O Século das Luzes
    • A França Revolucionária
    • Revoluções nas Américas
    • O império luso-brasileiro no século XVIII
    • O Brasil transforma-se em um império
  • No tempo da indústria
    • O capitalismo em marcha: A Revolução Industrial
    • Industrializar, Progredir, Transformar
    • A construção do império: a tentação absolutista
    • A Europa na era dos nacionalismos
    • Os trabalhadores vão à luta

III UNIDADE
  • Américas independentes
    • Regências e revoltas no Brasil
    • As repúblicas das Américas
    • O Brasil na crise da escravidão
    • O Brasil do Império à República
  • A expansão do mundo burguês
    • O imperialismo ataca o mundo
    • Modernização e novas tecnologias
    • Entre o romantismo e a Belle Époque


PROJETO – HISTÓRIA E MEMÓRIA – MARAGOGIPE (Em anexo)
(Sábados – Obrigatório para ensino médio e Facultativo para ensino fundamental)
  • Criação de um laboratório de História e Memória;
  • Coleta de entrevistas, fotografias, depoimentos, vídeos, documentos históricos;
  • Debates e Excursões;
  • Produção de Material (Artigos, Textos, Jornais, e um Blog do Laboratório de História do CESF)

IV.    Metodologia:

  • Aula expositiva;
  • Debates;
  • Projetos de História Oral e Local;
  • Visitas técnicas a Prédios Históricos;
  • Problematização de questões sociais, políticas, econômicas e culturais (local; estadual e nacional);
  • Leitura e compreensão de textos;
  • Leitura de imagens;
  • Investigação de documentos;

   V.    Recursos didáticos:

  • Livros;
  • Textos apostilados, jornais, revistas;
  • Sala de vídeo;
  • Laboratório de informática;
  • Cartolina, papel madeira, fita adesiva, grampos, câmara filmadora e fotográfica, pen-drive, CD ou DVD, pincel atômico, mapas políticos, mini-system, transparências, folha de isopor, papel ofício, quadro para exposição de fotografias.

VI.    Avaliação:
Testes, Prova, Dissertações, Resenhas, Projetos e Exercícios complementares (Orais ou escritos).
Obs.: A avaliação qualitativa servirá apenas para complementar a nota de acordo com o rendimento do aluno em sala de aula. Essa nota terá pontuação de 0(zero) a 1(um) e será acrescentada na média da unidade.

VII.    Bibliografia Básica:

  • VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.

VIII.    Bibliografia Complementar:

  • ARRUDA, José Jobson de A. Arruda e PILETTI, Nelson. Toda a história, história geral e história do Brasil. Volume único, Editora Atica, São Paulo. 2004
  • CATELLI JUNIOR, Roberto. História: texto e contexto: Ensino Médio, volume único/ Roberto Catelli Junior; com a colaboração de Maria Soledad Más Gandini, Renata Lima Aspis. – São Paulo: Scipione, 2006.
  • CHAUÍ, Marilena. “Convite à Filosofia” Editora Ática, São Paulo, 2003
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios da Antiguidade” Vol. 3 - Editora Abril, 25 de outubro de 2004.
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Modernos” Vol. 3 - Editora Abril, 24 de novembro de 2004.
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Pré-Colombianos” Vol. 2 - Editora Abril, 10 de novembro 2004.
  • FERREIRA, João Paulo Hidalgo. “Nova história integrada”: ensino médio: volume único: manual do professor / João Paulo Hidalgo Ferreira, Luiz Estavam de Oliveira Fernandes. – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005.
  • MELLO, Leonel Itaussu Almeida, 1945 – “História moderna e contemporânea”/ Leonel Itaussu A. Mello, Luís César Amad Costa. – São Paulo: Scipione, 1999.
  • VICENTINO, Cláudio. “História geral: ensino médio”/ Claúdio Vicentino. – São Paulo: Scipione, 2006.
  • VICENTINO, Cláudio. “História para o ensino médio: história geral e do Brasil” / Cláudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo; ilustrações Cassiano Roda – São Paulo: Scipione, 2005. – (série Parâmetros)

Comentários

Top 5 da Semana

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...

As próximas eleições... “de cabresto”

Charge de Storni para a revista Careta - 1927 Ella – É o Zé Besta? Elle – Não, é o Zé Burro! Na charge de Storni para a revista Careta (1927), uma das mais famosas fraudes eleitorais da Primeira República, o voto de cabresto, recebe a devida crítica. O eleitor recebia um papel com o nome do candidato escolhido pelo coronel da região, e apenas o depositava na urna. Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

ESPECIAL: Independência da Bahia, o 2 de Julho

ESPECIAL do A TARDE recria jornal de um ano depois da data histórica. 2 de Julho - Revolta nas ruas da cidade Um caboclo sobre uma carroça, armado com lança, representando o bravo lutador da guerra, seguido dos ex-combatentes e do povo, abrirá alas ao longo do mesmo percurso do ano passado, quando entraram pela Estrada das Boiadas, passando pela Lapinha, Pelourinho, até o Terreiro de Jesus. Este ano, porém, o que deveria ser motivo de comemoração será manifesto de insatisfação. Quem assistiu à entrada do Exército de Libertação há exato um ano viu um bando de soldados maltrapilhos e famintos — muitos, inclusive, em más condições de saúde —, eufóricos pela liberdade, depois de tanta labuta e derramamento de sangue. Mas, agora, o cortejo é uma forma de reivindicar aquilo que acreditam lhes ser de direito. Refazendo o trajeto da “vitória”, querem “gritar” que, na verdade, para eles, nada mudou. Há rumores, também, de que o movimento não deve parar por aí. Os mais radicais pretendem finali...

Um pouco da História da Filarmônica "Dois de Julho"

Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Professor de História - Formado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Data de Publicação: 07 de setembro de 2010 Uma das principais filarmônicas da cidade, a “Filarmônica Dois de Julho” é fruto do desejo de músicos instrumentistas das antigas filarmônicas e recreativas que existiam nesta cidade, antes da sua fundação em 7 de setembro de 1886. A “Mnemósine” foi a primeira filarmônica existente no município, mas não durou muito, extinguindo-se em menos de uma década. Desta surgiram três instituições: Como os seus músicos eram dignos de assim serem chamados, fundaram a “Filarmônica Terpsícore Popular”, a “Sociedade Musical Euterpe” e em 1886, a “Recreativa 2 de Julho”, esta última somente com o propósito de ensinar danças à juventude. Todavia, os associados da “Sociedade Musical Euterpe” entraram em divergências por motivos não encontrados nos documentos, dissolvendo-se, muito mais rápido do que a sua entidade materna, a ...

O Terreiro Ilê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"

É com muito pesar que noticiamos o falecimento do Babalorixá Edinho de Oxóssi, será muito justo neste momento, republicarmos a história do Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo", um local com que o nosso babalorixá tem suas intimidades reveladas. Sabendo que seria do agrado de muitos maragogipanos que desejam conhecer a nossa história, resolvi publicar esse texto e uma entrevista concedida pelo Babalorixá Edinho de Oxóssi encontrada no site ( http://alabaxe.xpg.uol.com.br/ ) Oxóssi O Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"   A cada ano, após a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundancia de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os...