Pular para o conteúdo principal

Presidentes da Câmara de Maragogipe (1947 à atualidade)

A Casa de Câmara e Cadeia abriga, atualmente, a Câmara Municipal de Maragogipe, mas desde sua edificação, em 1727, muitas instituições passaram por suas salas e dependências. Neste prédio histórico funcionaram todos os poderes da municipalidade como o Executivo, o Judiciário e o Legislativo, assim como diversas repartições públicas como a Tesouraria, a Contadoria, a Almotaçaria, a Coletoria, a Fiscalização, a Delegacia de Polícia e a Cadeia Pública, a Força Policial, a Estatística, o IBGE, e outros.

Neste prédio histórico, ilustres visitantes tocaram em suas paredes, como o Imperador Dom Pedro II, em 1859, e dentro de suas grades, o General Francês Labatut ficou preso alguns dias na Guerra de Independência da Bahia.

Diversos presidentes de Câmara passaram por ela, mas neste momento, ainda não temos o nomes de todos. Por um bom período a Câmara Municipal de Maragogipe e seus vereadores detinham, em suas mãos, um poder diferencial na cidade, todavia, atualmente a Casa Legislativa perde sua força e está quase que nulificada. Mas, ainda resta esperanças para a comunidade maragogipana, e a cada eleição, quase que por completo, a Câmara é renovada.

Fachada da Casa de Câmara e Cadeia de Maragogipe, de estilo colonial, construída em 1727.
Fonte: FALCÃO, Edgard de Cerqueira. Relíquias da Bahia (Brasil). São Paulo: MCMXL, 1940, p. 323 (Fernanda Reis)
Vale lembrar que no Período Colonial, o vereador não se elegia pelo voto popular, Havia o chamado, voto privilegiado, quando não vinha da Corte Lisboeta, o Alvará de Nomeação com as insígnias de D. Maria I.

Hoje, a Câmara tem um poder fiscalizador, orientador, legislador. Nestes últimos anos destaca-se dois pontos: O primeiro tem como referência um 05 de abril de 1990 com a a criação da Lei Orgânica Municipal atual, sob a presidência de Clóvis Alves de Souza, conhecido por Có, e que precisa ser reformulada devido a sua caducidade e pontos divergentes da nova sociedade maragogipana, e a reforma do prédio e de suas estruturas em 2011, sob a presidência de Themistocles Guerreiro, conhecido por Teck de Coqueiros.

Foto: Zevaldo Sousa
Lista dos presidentes da Câmara de Maragogipe
Com o final da II Guerra Mundial e com a queda de Getúlio Vargas, o Brasil redemocratizou, e em Maragogipe aconteceu eleições diretas. É neste período que a Câmara Municipal tem como presidente:
  1. Anísio Malaquias (1947-1948)
  2. Odilardo Uzeda Rodrigues (1949-1950)
  3. Alípio Amando da Silva (1951-1952)
  4. Juarez Bartolomeu Guerreiro (1953-1954)
  5. Alípio Amando da Silva (1955-1956)
  6. Alípio Amando da Silva (1957-1958)
  7. Alípio Amando da Silva (1959-1960)
  8. Ermezindo Mendes (1961-1962)
  9. André Batista (1963-1964)  
  10. Alípio Amando da Silva (1965-1966)  --------- Início da Ditadura Militar
  11. Manoel de Mello e Albuquerque (1967-1968)
  12. Benedito Lopes (1969-1970)
  13. Rubem Guedes Guerreiro (1971-1972)
  14. Bartolomeu Borges Paranhos (1973-1974)
  15. Cosme Benedito Barbosa (1975-1976)
  16. Armênio Rodrigues Seixas (1977-1978)
  17. André Batista (1979-1980)
  18. Antônio Erasmo de Souza (1981-1982)
  19. Washington Batista do Rosário (1983-1984)
  20. Domingos de Mello e Albuquerque (1985-1986)
  21. Paulo Roberto Guerra Armede (1987-1988)  --------- Final da Ditadura Militar
  22. Clóvis Alves de Souza (1989-1990)
  23. Nelson Luiz do Rosário (1991-1992)
  24. Sandoval Bispo da Silva (1993-1994)
  25. Olivar Santiago de Jesus (1995-1996)
  26. Antônio Ousa dos N. Filho (1997-1998)
  27. Antônio Roberval França Barbosa (1999-2000)
  28. Rubem dos Santos Lameira Filho (2001-2002)
  29. Rubem dos Santos Lameira Filho (2003-2004)
  30. José Benivaldo Rebouças dos Santos (2005-2006)
  31. Antônio Roberval França Barbosa (2007-2008)
  32. Rubem dos Santos Lameira Filho (2009-2010)
  33. Themistocles Antônio Santos Guerreiro (2011-2012)
  34. Ana Leite do Nascimento (2013-2014)
  35. José Benedito Souza da Hora (2015-2016)

Comentários

Top 5 da Semana

Fotos antigas de São Félix, no Recôncavo da Bahia

Desde as primeiras décadas de sua existência a fotografia já mostrava o seu imenso potencial de uso. A produção fotográfica de unidades avulsas, de álbuns ou de coletâneas impressas abrangia um espectro ilimitado de atividades, especialmente urbanas, e que davam a medida da capacidade da fotografia em documentar eventos de natureza social ou individual, em instrumentalizar as áreas científicas, carentes de meios de acesso a fenômenos fora do alcance direto dos sentidos, as áreas administrativas, ávidas por otimizar funções organizativas e coercitivas, ou ainda em possibilitar a reprodução e divulgação maciça de qualquer tipologia de objetos. (leia mais em Fotografia e História: ensaio bibliográfico ) Neste sentido, a disponibilização de imagens fotográficas para o público leitor deste blog, é uma máxima que nós desejamos, pois a imagem revela muitos segredos.  Para ver mais fotografias: VISITE NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK Enchente em São Félix - cedido por Fabrício Gentil Navio da...

Uma Breve História de Maragojipe, por Osvaldo Sá

Obs.: Este blog é adepto da grafia Maragogipe com o grafema G, mas neste texto, preservamos o uso da escrita de Maragojipe com o grafema J defendida pelo autor. Uma Breve História de Maragojipe Por Osvaldo Sá A origem do município de Maragojipe, como a de tantos outros municípios do Recôncavo Baiano, remonta ao período do Brasil Colonial, durante o ciclo da cana-de-açúcar. Conta a tradição popular que a origem do município deveu-se à existência de uma tribo indígena denominada “Marag-gyp”, que se estabeleceu em meados do século XVI às margens do Rio Paraguaçu. Destemidos e inteligentes, mas adversos à vida nômade, esses indígenas dedicavam-se ao cultivo do solo, à pesca e a caça de subsistência, manejando com maestria o arco e flecha e também o tarayra (espécie de machado pesado feito de pau-ferro), com o qual eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo. Osvaldo Sá, 1952 - Aos 44 ano Segundo a tradição da tribo, os mais velhos contavam que suas pri...

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...

Reescrevendo o Passado: Um novo capítulo no Blog de História

🔊 Ouvir Texto ⏸ Pausar ▶ Continuar 🛑 Parar  Caros leitores e entusiastas da História, É com o coração pulsando de entusiasmo e as ideias transbordando que volto a este espaço que, mais do que um blog, é uma verdadeira máquina do tempo. Aqui, juntos, viajamos por épocas remotas, desvendaremos segredos ocultos em pergaminhos empoeirados e traremos à luz do presente as lições que os antigos nos deixaram. Se o historiador Marc Bloch nos ensinou algo em seu clássico "Apologia da História", é que a história é como a água de um rio: sempre em movimento, moldando paisagens e criando novos horizontes. Da mesma forma, este blog se renova, trazendo um recomeço que celebra tanto o conhecimento quanto a reflexão crítica sobre os desafios do nosso tempo. Afinal, como dizia Cora Coralina, "feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". Nesta nova fase, quero convidar vocês a desbravar comigo os mais variados territórios da História. Falaremo...

A BNCC é a base da pirâmide, o topo ainda pertence a escola

Quando a comunidade sonha junto, a escola se transforma! Por Zevaldo Sousa A BNCC é a base da pirâmide, o topo ainda pertence a escola Acredite! Essa afirmativa precisa ser internalizada por todos os educadores e sociedade em geral. Se sabemos que a  Educação é a Base  para um futuro melhor e mais justo, mas não colocamos em prática e não tomamos como responsabilidade a aplicação das ideias que temos, nada mudará. É por este motivo que ressaltamos a importância da escola na promoção da cidadania e na construção coletiva e democrática de um Projeto Político Pedagógico que vise a construção da sociedade que tanto queremos e neste sentido, não será somente a BNCC com suas aprendizagens essenciais que promoverá tais mudanças. Ela é apenas uma lei que precisa ser validada, complementada e implantada nos Sistemas Estaduais, Municipais, nas próprias escolas e no planejamento do professor. O sonho é fundamental para desenvolvermos uma escola cada vez mais justa, equâ...