Pular para o conteúdo principal

Associação Viva Saveiros irá lançar livro que conta história dos saveiros na Bahia


A Associação Viva Saveiro já bateu o martelo quanto à data e local do lançamento do livro Viva Saveiro. Será no Yacht Clube da Bahia, dia 19 de novembro das 19h às 21h. Nessa noite, os saveiros Sombra da Lua e Mensageiro do Destino estarão ancorados em frente ao clube e abertos à visitação. Há cinco anos a Associação Viva Saveiro foi fundada por um grupo bem diversificado mas que tinha algo em comum: a paixão por saveiros. Ao longo destes anos, a Viva Saveiro vem trabalhando incansavelmente na busca pela preservação das embarcações, que foram de fundamental importância para a vida econômica, cultural e social da Bahia, —mais particularmente no Recôncavo— até a primeira metade do século passado.

Sempre permeando suas ações com projetos culturais, a Associação comemora mais uma conquista com o lançamento do livro Viva Saveiro – Patrimônio Naval da Bahia. A publicação tem como ponto alto as belas imagens do fotógrafo Nilton Souza, com textos de Carlos Ribeiro e Pedro Bocca, presidente da Associação Viva Saveiro. O livro de arte com capa dura e 138 páginas, é uma publicação da Editora Solisluna e terá tiragem inicial de três mil exemplares.

“Parte dos exemplares será doada para escolas, bibliotecas e outras instituições culturais, e parte será vendida”, explica Bocca. O lote a ser vendido, cerca de 40% dos exemplares, será comercializado no varejo ao preço de R$ 120,00 através do site da Associação: www.vivasaveiro.org, do site da Editora Solisluna: www.solislunaeditora.com.br, e nas livrarias Saraiva e Cultura. “Mas estamos buscando empresas que tenham interesse em adquirir em quantidade para oferecer como brinde de fim de ano. Uma das empresas que já garantiu o seu lote é a EEP – Estaleiro Enseada do Paraguaçu”, anuncia o presidente.

Para viabilizar a publicação do livro, a Associação Viva Saveirocontou com o apoio do IPHAN, parceiro de primeira hora, que apoiou de forma decisiva a aprovação do projeto no MinC, via Lei Rouanet. Os patrocínios da Multiterminais, BNB, Consplan e EEP – Estaleiro Enseada do Paraguaçu também foram fundamentais para a concretização do projeto.

Lançamento do livro Viva Saveiro
dia 19 de novembro das 19h às 21h
Yacht Clube da Bahia
Av. Sete de Setembro, 3252, Ladeira da Barra
Barra, Salvador – BA

Fonte: Viva Saveiro

Comentários

Top 5 da Semana

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...

As próximas eleições... “de cabresto”

Charge de Storni para a revista Careta - 1927 Ella – É o Zé Besta? Elle – Não, é o Zé Burro! Na charge de Storni para a revista Careta (1927), uma das mais famosas fraudes eleitorais da Primeira República, o voto de cabresto, recebe a devida crítica. O eleitor recebia um papel com o nome do candidato escolhido pelo coronel da região, e apenas o depositava na urna. Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

ESPECIAL: Independência da Bahia, o 2 de Julho

ESPECIAL do A TARDE recria jornal de um ano depois da data histórica. 2 de Julho - Revolta nas ruas da cidade Um caboclo sobre uma carroça, armado com lança, representando o bravo lutador da guerra, seguido dos ex-combatentes e do povo, abrirá alas ao longo do mesmo percurso do ano passado, quando entraram pela Estrada das Boiadas, passando pela Lapinha, Pelourinho, até o Terreiro de Jesus. Este ano, porém, o que deveria ser motivo de comemoração será manifesto de insatisfação. Quem assistiu à entrada do Exército de Libertação há exato um ano viu um bando de soldados maltrapilhos e famintos — muitos, inclusive, em más condições de saúde —, eufóricos pela liberdade, depois de tanta labuta e derramamento de sangue. Mas, agora, o cortejo é uma forma de reivindicar aquilo que acreditam lhes ser de direito. Refazendo o trajeto da “vitória”, querem “gritar” que, na verdade, para eles, nada mudou. Há rumores, também, de que o movimento não deve parar por aí. Os mais radicais pretendem finali...

Um pouco da História da Filarmônica "Dois de Julho"

Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Professor de História - Formado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Data de Publicação: 07 de setembro de 2010 Uma das principais filarmônicas da cidade, a “Filarmônica Dois de Julho” é fruto do desejo de músicos instrumentistas das antigas filarmônicas e recreativas que existiam nesta cidade, antes da sua fundação em 7 de setembro de 1886. A “Mnemósine” foi a primeira filarmônica existente no município, mas não durou muito, extinguindo-se em menos de uma década. Desta surgiram três instituições: Como os seus músicos eram dignos de assim serem chamados, fundaram a “Filarmônica Terpsícore Popular”, a “Sociedade Musical Euterpe” e em 1886, a “Recreativa 2 de Julho”, esta última somente com o propósito de ensinar danças à juventude. Todavia, os associados da “Sociedade Musical Euterpe” entraram em divergências por motivos não encontrados nos documentos, dissolvendo-se, muito mais rápido do que a sua entidade materna, a ...

O Terreiro Ilê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"

É com muito pesar que noticiamos o falecimento do Babalorixá Edinho de Oxóssi, será muito justo neste momento, republicarmos a história do Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo", um local com que o nosso babalorixá tem suas intimidades reveladas. Sabendo que seria do agrado de muitos maragogipanos que desejam conhecer a nossa história, resolvi publicar esse texto e uma entrevista concedida pelo Babalorixá Edinho de Oxóssi encontrada no site ( http://alabaxe.xpg.uol.com.br/ ) Oxóssi O Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"   A cada ano, após a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundancia de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os...