Pular para o conteúdo principal

DICAS: Como ler e interpretar um texto? - Orientações de Estudo

Existem muitas opções para aqueles que desejam realmente lidar com a informação, mas a sua maioria é técnica. Poucas são às opções didáticas, em simples resumos para que qualquer pessoa adquira pelo menos a mínima possibilidade para a interpretação do mundo que o rodeia.

Esta realidade aplicada à nossa sociedade gera em muitos casos, pouca reflexão o que ocasiona uma certa manipulação da pessoa que teve a intenção de escrever sobre aquela que está lendo. O estudo de história nos remete à uma solução para resolução dese problema e a Coleção Estudos de História, da FTD trouxe-nos um guia muito importante que orienta, sobretudo, os alunos na hora da interpretação. 

Confira agora as Orientações de Estudo para que você saiba Como ler e interpretar um texto?
Compre o livro clicando AQUI.

A leitura está presente em nossa vida de diferentes modos, porque lemos com diversos propósitos: lazer, informação, pesquisa, estudo etc. A nossa maneira de ler, contudo, dependerá do nosso objetivo. 

Aqui vão algumas dicas para você aproveitar bem a sua leitura com a finalidade de estudo.

  • A primeira leitura - O objetivo é reconhecer o tipo e o tema do texto e o autor. Serve também para levantar as dificuldades relativas à compreensão do vocabulário, dos fatos e dos conceitos apresentados. Ao fazê-la, recorra a um dicionário e pesquise o que for necessário para esclarecer todas as dúvidas. Em seguida, tente responder às seguintes perguntas: Que tipo de texto é este? Quem é o autor? Qual é o assunto do texto? O título tem relação direta com o tema?
  • A segunda leitura - É indicada na identificação de ideias e informações contidas no texto. Uma leitura atenta permitirá que você encontre tanto a ideia central do texto quanto a ideia principal e as secundárias de cada paragrafo. É hora também de perceber a forma e a sequência com que as informações são apresentadas. Perguntas que você deve fazer: Qual é o objetivo do autor? Ele levanta algum problema a ser investigado? O que é descrito ou narrado? O que é anterior, simultâneo ou posterior a um fato apresentado? Que relações de causalidade se podem perceber? Como o texto pode ser dividido? Há etapas ou tipos de algum fenômeno social? Quais os conceitos apresentados? Quais as palavras-chave do texto? Qual a conclusão? O autor defende alguma linha de pensamento? Feito isso, você pode reconstruir a linha de raciocínio do autor.
  • A terceira leitura - Deve levá-lo a tomar uma posição crítica em relação ao texto. Ele tem argumentos sólidos? É superficial ou profundo? Há uma lógica na apresentação das ideias e das informações? O que você considerou digno de mérito? Faltou alguma informação? O texto lhe suscitou alguma dúvida? O que você aprendeu? Você gosta do texto? Por quê?
  • As anotações - Podem ser feitas durante as leituras e servem para você se lembrar do conteúdo do texto e para ajudá-lo a organizar o seu trabalho de interpretação. Nem sempre você poderá marcar o texto; por isso, tenha sempre à mão papel para um rascunho. Depois você poderá passar suas anotações a limpo, no caderno ou no seu arquivo de computador.
Seguindo essas etapas de leitura para estudo, você terá condições de conhecer detalhadamente o conteúdo lido e poderá empregá-lo com segurança e crítica na elaboração de seus próprios textos. Mas nada impede você de retomar o texto, fazendo novas leituras. Afinal, quando relemos um texto depois de algum tempo, sempre descobrimos algo novo nele.

DO BLOG: Vale ressaltar que você não é obrigado a responder todas essas perguntas esboçadas nestas orientações, até porque o texto que você está lendo pode ser o primeiro de uma série de mesmo tema. Sendo assim, por exemplo, você pode não ser capaz de responder a questão: Faltou alguma informação? Pois você poderá não conhecer outras opiniões sobre o referido tema.

É necessário cuidados na execução da leitura, principalmente de textos históricos, pois ao identificar o autor, lembre-se sempre que ele tem interesses e que esses são comuns a todos. Pergunte-se sempre: Porque ele escreveu este texto? Quais as características da época? Quem ele estava representando? Quais eram os interesses de seu grupo de pertencimento? Etc.. 

Lembre-se: O historiador trabalha com investigação. Aprofunde-se e terás sucesso.

FICHA TÉCNICA DO LIVRO: Estudos de História - Três volumes
Cód FTD: 11637562 
Disciplina: História 
Nível: Ensino Médio 
ISBN: 978853227166-2 
Formato: 20,0 cm largura X 27,0 cm altura 
Peso: 0,64500 Páginas: 288 
Autor(es): Helena Guimaraes Campos, Mônica Liz Miranda e Ricardo de Moura Faria

Comentários

Top 5 da Semana

História da Suerdieck em Maragogipe de 1892 a 1913

Pisou a terra baiana, no ano de 1888, o fundador da organização o Sr. August Suerdieck, como empregado da firma alemã F. H. Ottens, que o enviara a Cruz das Almas a fim de fiscalizar o enfardamento de fumo. Quatro anos depois, em 1892, relacionado com a firma Joh. Achelis & Soehne, de Bremen, iniciou o Sr. August Suerdieck as suas atividades por conta própria, como enfardador e comprador de fumo, na localidade de Cruz das Almas. Em 1894, o Sr. August Suerdieck adquiriu da própria firma F. H. Ottens o seu primeiro armazém e ainda ao mesmo ano uma casa ao Tenente Frederico Tedgue Ottens, à Rua ottens. Em 1899, com sua firma já registrada sob a razão social de A. Suerdieck, o Sr. August Suerdieck ampliou seus negócios até Maragojipe, onde edificou seu primeiro prédio, o Armazém situado à Praça Sebastião Pinho (também denominada Caijá). Ainda no mesmo ano chegava à Bahia Ferdinand Suerdieck, irmão do Sr. August Suerdieck, a fim de auxiliar este no sempre crescente desenvolvimento da ex...

As próximas eleições... “de cabresto”

Charge de Storni para a revista Careta - 1927 Ella – É o Zé Besta? Elle – Não, é o Zé Burro! Na charge de Storni para a revista Careta (1927), uma das mais famosas fraudes eleitorais da Primeira República, o voto de cabresto, recebe a devida crítica. O eleitor recebia um papel com o nome do candidato escolhido pelo coronel da região, e apenas o depositava na urna. Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

ESPECIAL: Independência da Bahia, o 2 de Julho

ESPECIAL do A TARDE recria jornal de um ano depois da data histórica. 2 de Julho - Revolta nas ruas da cidade Um caboclo sobre uma carroça, armado com lança, representando o bravo lutador da guerra, seguido dos ex-combatentes e do povo, abrirá alas ao longo do mesmo percurso do ano passado, quando entraram pela Estrada das Boiadas, passando pela Lapinha, Pelourinho, até o Terreiro de Jesus. Este ano, porém, o que deveria ser motivo de comemoração será manifesto de insatisfação. Quem assistiu à entrada do Exército de Libertação há exato um ano viu um bando de soldados maltrapilhos e famintos — muitos, inclusive, em más condições de saúde —, eufóricos pela liberdade, depois de tanta labuta e derramamento de sangue. Mas, agora, o cortejo é uma forma de reivindicar aquilo que acreditam lhes ser de direito. Refazendo o trajeto da “vitória”, querem “gritar” que, na verdade, para eles, nada mudou. Há rumores, também, de que o movimento não deve parar por aí. Os mais radicais pretendem finali...

Um pouco da História da Filarmônica "Dois de Julho"

Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa Professor de História - Formado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Data de Publicação: 07 de setembro de 2010 Uma das principais filarmônicas da cidade, a “Filarmônica Dois de Julho” é fruto do desejo de músicos instrumentistas das antigas filarmônicas e recreativas que existiam nesta cidade, antes da sua fundação em 7 de setembro de 1886. A “Mnemósine” foi a primeira filarmônica existente no município, mas não durou muito, extinguindo-se em menos de uma década. Desta surgiram três instituições: Como os seus músicos eram dignos de assim serem chamados, fundaram a “Filarmônica Terpsícore Popular”, a “Sociedade Musical Euterpe” e em 1886, a “Recreativa 2 de Julho”, esta última somente com o propósito de ensinar danças à juventude. Todavia, os associados da “Sociedade Musical Euterpe” entraram em divergências por motivos não encontrados nos documentos, dissolvendo-se, muito mais rápido do que a sua entidade materna, a ...

O Terreiro Ilê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"

É com muito pesar que noticiamos o falecimento do Babalorixá Edinho de Oxóssi, será muito justo neste momento, republicarmos a história do Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo", um local com que o nosso babalorixá tem suas intimidades reveladas. Sabendo que seria do agrado de muitos maragogipanos que desejam conhecer a nossa história, resolvi publicar esse texto e uma entrevista concedida pelo Babalorixá Edinho de Oxóssi encontrada no site ( http://alabaxe.xpg.uol.com.br/ ) Oxóssi O Terreiro lIê Axé Alabaxé,– “"A Casa que Põe e Dispõe de Tudo"   A cada ano, após a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundancia de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada. O rei mandou chamar os...